Grande parte dos estados do Brasil apresenta incidência de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco, de acordo com a nova edição do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segundo o estudo, a situação é influenciada pelo período de sazonalidade do vírus sincicial respiratório (VSR) e influenza A, um dos quatro tipos do vírus da gripe, no Brasil.

Vacinação é a melhor maneira de evitar complicações e mortes por gripe. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

“A principal forma de proteção contra os casos graves de VSR e influenza é a vacinação. Por isso, é essencial que a população que faz parte dos grupos prioritários, como crianças, idosos e pessoas com comorbidade, tomem a dose atualizada da vacina durante o período da campanha, para ficarem protegidas no momento de maior circulação desses vírus”, destaca Tatiana Portella, pesquisadora da Fiocruz, em comunicado.

“A vacina contra o VSR pode ser administrada em qualquer época do ano e é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, garantindo a proteção dos bebês nos primeiros meses de vida”, acrescenta.

VSR

O VSR é uma das principais causas de bronquiolite em crianças com menos de dois anos. O boletim alerta que os registros do vírus seguem aumentando em todas as regiões do País, com destaque para os seguintes estados:

  • Acre
  • Alagoas
  • Amapá
  • Bahia
  • Ceará
  • Distrito Federal
  • Espírito Santo
  • Mato Grosso do Sul
  • Minas Gerais
  • Pará
  • Paraíba
  • Paraná
  • Pernambuco
  • Rio de Janeiro
  • Rio Grande do Norte
  • Rio Grande do Sul
  • Santa Catarina
  • São Paulo
  • Sergipe

Por outro lado, apresentam sinal de queda no Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Roraima. Goiás, Maranhão e Tocantins têm indícios de estabilidade ou de estabilização.

Influenza A

O boletim também mostra que os casos de SRAG ligados à influenza A crescem em estados do Centro-Sul e parte do Norte e Nordeste:

  • Acre
  • Alagoas
  • Distrito Federal
  • Espírito Santo
  • Mato Grosso do Sul
  • Minas Gerais
  • Paraíba
  • Paraná
  • Santa Catarina
  • São Paulo
  • Rio Grande do Sul
  • Rondônia
  • Roraima

No Amazonas, Amapá, Pará, Tocantins, Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte e Mato Grosso os números estão em queda. Goiás e Sergipe mostram sinais de interrupção do aumento.

Situação de alerta

O InfoGripe identificou que 13 das 27 capitais brasileiras estão em nível de alerta, risco ou alto risco de SRAG, com crescimento no último um mês e meio. São elas:

  • Belém (PA)
  • Brasília (DF)
  • Campo Grande (MS)
  • Cuiabá (MT)
  • João Pessoa (PB)
  • Maceió (AL)
  • Manaus (AM)
  • Natal (RN)
  • Palmas (TO)
  • Recife (PE)
  • Rio Branco (AC)
  • Teresina (PI)
  • Vitória (ES)

Balanço

Em 2026, foram registradas 1.960 mortes por SRAG. Do total, 852 (43,5%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 880 (44,9%) tiveram resultado negativo e ao menos 50 (2,6%) ainda aguardam resultado.

Entre os óbitos com resultado positivo, o InfoGripe identificou que o influenza A foi responsável por 39,1% dos casos, seguido por Sars-CoV-2 (27,9%), rinovírus (22,2%), vírus sincicial respiratório (5,8%) e influenza B (3,2%).