A explosão destinada a matar o oficial russo conhecido como o “carniceiro de Bucha” foi detonada na passada terça-feira, tendo falhado o alvo. A bomba, que foi colocada na caixa de correio do marechal-general Azatbek Omurbekov, fez uma vítima mortal no bloco residencial de Knyaze-Volkonskoye-1, situado no leste da Rússia, perto da fronteira do país com a China. Fontes contactadas pela plataforma noticiosa em língua russa Vot Tak, afirmam que Omurbekov não perdeu a vida no atentado, mas não foram revelados detalhes sobre o seu estado de saúde.
O ataque incidiu sobre a comunidade militar construída à volta de uma base do exército nos arredores de Khabarovsk e foi divulgado numa publicação do canal anónimo do Telegram VChK-OGPU, alegadamente ligado aos serviços secretos da Rússia. A mesma fonte reportou a morte de um tenente-coronel, comandante do batalhão de comunicações de treino, apenas identificado pelo apelido, Kuzmenko. Segundo moradores locais citados pela Vot Tak, o terrorista “errou as entradas” e “colocou os explosivos no prédio ao lado”, numa caixa de correio entre o primeiro e segundo andares do edifício, onde ainda instalou uma câmara.
O acesso ao bloco habitacional era controlado, sendo que os não residentes necessitavam de permissão para entrar nas instalações. Sob vigilância constante de militares, o ataque configura-se como uma falha grave da agência de segurança interna russa. Após a explosão, que também provocou feridos, vinte moradores, oito dos quais crianças, foram evacuados do prédio.