A par do vídeo protagonizado por uma criança iraniana, várias publicações exibem uma imagem do suposto míssil cor-de-rosa que terá sido lançado contra Israel, no âmbito da guerra em curso no Médio Oriente. “O Irão lançou um ‘míssil rosa‘ em Tel Aviv depois de uma rapariga o ter solicitado”, descreve-se num dos exemplos no Facebook, em língua portuguesa.
Também há publicações noutras redes sociais que apontam no mesmo sentido. “Em vídeo viral, menina iraniana pede ‘míssil rosa’ para bombardear Tel Aviv e é atendida: ‘Em resposta ao pedido da pequena revolucionária’”, realça-se num dos exemplos detectados no X/Twitter.
Aliás, essa será a inscrição – “Em resposta ao pedido da pequena revolucionária” – na língua farsi que sobressai em grande plano na imagem do míssil cor-de-rosa.
O problema é que essa imagem não é real.
Várias ferramentas de detecção apontam para uma elevada probabilidade de ter sido gerada por sistemas de Inteligência Artificial (IA). Mais, a “Google SynthID” indica que foi criada por uma aplicação de IA da própria Google.
Por outro lado, em declarações à AFP, um analista militar, Darren Olivier, sinalizou incongruências na imagem do suposto míssil.
“A estrutura específica do míssil, as suas carenagens e acessórios não correspondem a nenhum míssil iraniano de que eu tenha conhecimento”, ressalvou Olivier. “Em particular, a fiação não se assemelha aos conectores encontrados em nenhum míssil balístico, iraniano ou de qualquer outro país, e não parece seguir um caminho lógico, uma falha característica de imagens geradas por Inteligência Artificial”.
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