O chefe de Estado ucraniano anunciou ainda a criação de um sistema de “desmobilização faseada” para os soldados mobilizados nos primeiros momentos da guerra, com base em critérios temporais ainda por definir. A medida pretende substituir os contratos sem prazo atualmente em vigor, embora o calendário concreto para a saída das tropas não tenha sido detalhado.
Recentemente, a guerra, iniciada com a invasão russa em 2022, entrou num período de maior desgaste humano. Se nos primeiros meses centenas de milhares de ucranianos se voluntariaram, atualmente a maioria dos novos recrutas chega através de inscrição obrigatória. O processo tem sido alvo de críticas, incluindo denúncias de práticas coercivas no recrutamento.
Paralelamente, continuam os combates naquela região da Europa: recentemente, as forças ucranianas anunciaram um ataque a um terminal petrolífero no porto russo de Tuapse, no Mar Negro, que provocou um incêndio sem vítimas. As autoridades russas confirmaram o incidente, ressaltando que a infraestrutura tinha sido atingida várias vezes nas últimas semanas.
Do lado russo, aliás, ataques aéreos sobre território ucraniano tem se intensificado. Mais de 50 drones foram lançados contra a cidade de Ternopil, no oeste do país, provocando pelo menos dez feridos.
Outras regiões, como Odessa, Kryvyi Rih e Kharkiv, registaram danos em infraestruturas e edifícios residenciais. Zelensky afirmou ainda que ataques ucranianos terão causado cerca de sete mil milhões de dólares em prejuízos à indústria petrolífera russa desde o início do ano.