Bobby Hansen Hunting Safaris/Facebook

Estava a caçar uma espécie de antílope encontrada na África Central e Ocidental, com dois guias de caça profissionais, quando assustaram um grupo de cinco elefantes fêmeas e uma cria. Não correu bem.

Um caçador milionário foi morto por um elefante durante uma viagem de caça na África Central.

O caçador, Ernie Dosio, que possuía uma extensa coleção de troféus de caçadas anteriores, foi mortalmente atacado por um elefante, enquanto um guia profissional que o acompanhava ficou gravemente ferido.

O homem em causa, de 75 anos, estava a caçar o duiker de dorso amarelo (Cephalophus silvicultor), uma espécie de antílope encontrada na África Central e Ocidental. Estava acompanhado por dois guias de caça profissionais, mas enquanto caminhavam pela floresta, assustaram um grupo de cinco elefantes fêmeas e uma cria.

Mesmo depois de os caçadores terem recuado 140 metros, os elefantes atacaram. Um deles atacou um guia, enquanto um segundo se virou para Dosio. Este não resistiu aos ferimentos após ter sido esmagado.

Segundo o The Guardian, Dosio tinha acumulado ao longo dos anos uma extensa coleção de troféus de caça, incluindo animais como elefantes e leões.

Funcionários da embaixada dos EUA no Gabão estão agora a coordenar o regresso dos seus restos mortais à Califórnia, informou a a operadora de safaris Collect Africa.

“Embora muitos discordem da caça, todas as caçadas de Ernie foram rigorosamente licenciadas e legítimas, tendo sido registadas como medidas de conservação para o controlo do número de animais”, explicou um amigo do caçador.

Ao longo dos anos, Dosio foi fotografado a posar ao lado de animais mortos por ele, incluindo leões, elefantes, hipopótamos, crocodilos e inúmeros outros. A sua casa em Lodi, Califórnia, estava repleta de dezenas de animais empalhados, desde um leão em cima de uma rocha até à cabeça de um rinoceronte fixada na parede.

A caça de troféus continua a ser um dos temas no debate ambiental. Para uns, é uma atividade legal que pode contribuir para a conservação e financiamento de reservas naturais. Para outros, trata-se de uma prática inaceitável, sobretudo quando envolve espécies ameaçadas.


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