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Numa mensagem publicada nas redes sociais, Tusk afirmou que a unidade transatlântica está sob pressão e advertiu que a erosão da confiança entre Estados-membros pode ter consequências profundas para a segurança europeia e global. “Devemos todos fazer o que for necessário para inverter esta tendência desastrosa”, escreveu o líder polaco.

As declarações surgem num contexto de elevada tensão no seio da aliança, poucos dias após o anúncio da retirada de cerca de 5000 militares norte-americanos da Alemanha, uma decisão associada a divergências estratégicas no seio do Ocidente relacionadas com a gestão do conflito com o Irão e a redistribuição de forças norte-americanas na Europa.

Embora Tusk não tenha mencionado diretamente os Estados Unidos, o alerta é interpretado como uma reação às recentes fricções políticas entre Washington e alguns aliados europeus, num momento em que o debate sobre o equilíbrio de responsabilidades dentro da NATO se intensifica.

A Polónia, que partilha fronteiras com a Rússia e a Bielorrússia, tem sido um dos membros mais ativos da aliança em termos de investimento militar. Varsóvia tornou-se recentemente o país da União Europeia com maior percentagem do PIB dedicada à defesa, reforçando significativamente as suas capacidades militares face ao agravamento do contexto de segurança na Europa de Leste.

Dados oficiais da NATO indicam ainda que a Polónia atingiu no último ano o maior efetivo militar da sua história recente, num esforço que o governo justifica com a necessidade de dissuasão e preparação face às ameaças regionais.

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