O corpo de intervenção da Polícia de Segurança Pública está a marcar presença em algumas zonas de Lisboa, adiantou esta segunda-feira (4 de maio), citando o ministro da Administração Interna, Luís Neves, o presidente da autarquia lisboeta, Carlos Moedas, falando na abertura do colóquio “Coesão Social e os Desafios da Polarização Urbana: Uma Estratégia Local de Segurança”, promovido pela Polícia Municipal.
Na sua intervenção o autarca lembrou a necessidade de reforçar aquela polícia: “Em 2018, Lisboa tinha 600 polícias municipais, agora tem 400. Por isso agradeço o facto de irmos ter mais 100.”
Carlos Moedas referiu ainda o investimento que está a efetuar em sistemas de proteção como as câmaras de videovigilância. “Temos mais de 100 câmaras à espera de aprovação. É um investimento de 18 milhões de euros”, frisou.
“Nenhuma força policial, por mais preparada que esteja, consegue garantir [total] segurança”
De acordo com o Superintendente José Carvalho Figueira, comandante da Polícia Municipal de Lisboa “nenhuma força policial, por mais preparada que esteja, consegue garantir [total] segurança.” Isto porque é necessário a sociedade ajudar, através dos comportamentos.
As declarações tiveram lugar na abertura de um colóquio que junta responsáveis pela segurança no Município de Lisboa, assim como altos responsáveis políticos. O próprio salientou que espera que este seja um “espaço qualificado” de reflexão e que permita “reforçar” a compreensão dos territórios.
Olhando para as decisões, o responsável salienta que “a inclusão [deve estar] no centro das políticas públicas”, em Portugal. Tal é crucial, diz, no sentido de “termos comunidades mais seguras, coesas e resilientes”, sublinhou.