No “quartel-general” de Campo Maior, onde Rui Nabeiro ergueu, a pulso, um império do café, está tudo a postos. Não é dia de festa, mas a ocasião é solene. No último dia de abril, os portões estão escancarados para mostrar o “maior investimento industrial” da história do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, a qual se começa a escrever, em 1961, a partir de um reduzido armazém, com três trabalhadores ao serviço e uma pequena máquina de torra. Hoje emprega mais de 4.000 trabalhadores, dos quais 1.400 na vila alentejana, onde fica a fábrica que torra 100 toneladas de café por dia, o equivalente a 14 milhões de expressos.