Os Estados Unidos podem ter encontrado uma das suas maiores reservas estratégicas de lítio, num depósito localizado na região dos Apalaches, com capacidade estimada para produzir cerca de 2,3 milhões de toneladas métricas de óxido de lítio.
De acordo com especialistas, a quantidade encontrada é suficiente para fabricar baterias para cerca de 500 mil milhões de smartphones ou milhões de veículos elétricos.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), esta descoberta poderá garantir ao país mais de 300 anos de abastecimento interno, reduzindo drasticamente a dependência de importações, sobretudo da China, que atualmente domina grande parte da cadeia global de processamento de lítio e produção de baterias.
Lítio: o “ouro branco” da era digital
O lítio tornou-se um dos recursos mais estratégicos da atualidade, sendo essencial para:
- Smartphones
- Portáteis
- Veículos elétricos
- Sistemas de armazenamento energético
- Infraestruturas de IA e centros de dados
Com a procura global a aumentar, qualquer nova descoberta pode ter impacto direto na geopolítica tecnológica e energética mundial.
Atualmente, os EUA têm produção doméstica limitada de lítio, representando apenas uma pequena fração da produção global. Assim, o verdadeiro desafio será tornar esta reserva economicamente viável.
A China mantém uma posição dominante no mercado global de baterias de iões de lítio, o que faz desta descoberta uma potencial arma estratégica para os EUA numa altura em que a rivalidade tecnológica entre as duas potências se intensifica.
Se o projeto avançar, esta jazida poderá reposicionar os Estados Unidos como um dos principais protagonistas no mercado mundial de minerais críticos, reforçando a soberania energética e tecnológica do país.

