O Kremlin aumentou o dispositivo de segurança do Presidente russo, Vladimir Putin, por receio de um golpe de estado ou tentativas de assassinato, avança a CNN esta segunda-feira, com base num relatório de uma agência europeia de serviços secretos.
As medidas, que terão sido implementadas no final do ano passado, incluem a instalação de videovigilância nas casas de membros próximos da equipa do Presidente russo, a restrição de viagens em transportes públicos e o uso de telemóveis sem acesso à internet.
Uma das razões para o aumento do aparato de segurança estará ligada à morte de generais russos, alegadamente executadas pelos serviços secretos ucranianos, como a do tenente-general Fanil Sarvarov, a 22 de dezembro, que terá causado apreensão pela eficácia do ataque, e queixas dentro da elite militar russa por falta de meios de segurança.
Os protestos foram feitos numa reunião que teve lugar três dias depois da morte de Sarvarov, em que o Chefe do Estado-Maior, Valery Gerasimov, criticou o chefe dos Serviços de Segurança Federal por “falhar em proteger os seus oficiais”, algo que foi justificado por “falta de recursos e de meios humanos para fazer o trabalho”, avança a CNN.
A reunião, que o relatório apelida de “tensa”, terminou com o Presidente russo a “apelar à calma, propondo um formato de trabalho alternativo” e a pedir aos participantes para “apresentarem soluções concretas” no espaço de uma semana. Além disso, Putin expandiu o Serviço de Proteção Federal a Gerasimov e pediu o aprofundamento das medidas de segurança para o próprio Presidente.
O aumento de ataques ucranianos em território russo e o desenvolvimento da sua tecnologia militar vão fazer com que as comemorações do Dia da Vitória da União Soviética sobre a Alemanha Nazi, a 9 de maio, não contem com a presença de tanques, nem de misseis, por receio de ataques por parte da Ucrânia.
Além disso, as deslocações de Vladimir Putin às suas residências e a instalações militares foram reduzidas — o relatório indica que o Presidente russo não terá visitado nenhuma este ano, algo que contratas com as visitas frequentes em 2025 — e o Chefe de Estado estará a passar grande parte do seu tempo em bunkers desde a invasão em larga escala da Ucrânia, em 2022.
Uma outra razão apontada é o risco de um golpe de Estado — após a tentativa por parte do Grupo Wagner em 2023 —, e de um tentativa de assassinato “por parte de membros da elite política russa”.
As suspeitas recaem sobre Sergei Shoigu, secretário do Conselho de Segurança Nacional e próximo de Putin, que mantém uma “influência significativa dentro do alto comando militar”. A prisão do antigo vice, Ruslan Tsalikov, por suspeitas de fraude e branqueamento de capitais, a 5 de março, terá constituído uma “violação dos acordos tácitos de proteção dentro das elites”, que terá enfraquecido Shoigu e “aumentado a probabilidade de ser alvo de um processo judicial“, ainda que não exista nenhum indício de crime.
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