Decorreu esta tarde a apresentação do relatório do SIRESP pelo Governo que pretende reforçar a rede de comunicações e torná-la mais autónoma.
Segundo o relatório técnico apresentado o novo sistema demorará mais de 10 anos a ficar operacional.
“A data de desativação da rede Tetra não está fixada, devendo ser objeto de decisão política”, mas não deverá ocorrer antes de 2038.
“Uma rede não se substitui de um dia para o outro”, assume António Pombeiro, secretário-geral adjunto da Secretaria-Geral da Administração Interna, já que um novo sistema demora mais de 10 anos.
33 medidas para o novo SIRESP
O grupo de trabalho criado pelo Governo para alterar o SIRESP propõe um novo sistema nacional de comunicações críticas e a criação de uma entidade pública especializada.
Foram propostas 33 recomendações.
A equipa de trabalho propõe uma transição gradual para um novo sistema nacional de comunicações críticas, combinando a atual rede Tetra com as redes 4G e 5G.
Segundo os peritos, a rede Tetra continua a ser mais fiável nas comunicações de voz em situações de emergência e mais resistente a falhas. Já o 4G e o 5G permitem maior capacidade de dados, vídeo e integração tecnológica.
Os especialistas defendem ainda que a futura rede deve permitir às Forças Armadas apoiar o Estado em cenários de crise, sem juntar as redes civis e militares. A proposta segue as orientações da NATO e da União Europeia.
36 milhões de euros no primeiro ano
O investimento inicial é de cerca de 36 milhões de euros e o prazo de implementação é de 18 meses, estimando-se estar “operacionalizado até final de 2027”. Este primeiro investimento destina‑se essencialmente ao reforço da resiliência da rede.
O ministro da Administração Interna diz que o SIRESP vai ter um programa de reforço “robusto”, com “medidas concretas e calendarizadas”.
Paralelamente às recomendações de médio e longo prazo, a SIRESP S.A. já se encontra a executar um conjunto de melhorias imediatas com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).