A dor avassaladora e eterna de perder um filho une Zulmira Garrido e Judite Sousa, ambas com 65 anos de idade, e o facto de a comunicadora ter recordado, nas redes sociais, o seu André, que partiu há quase 12 anos, no último Dia da Mãe, 3 de maio, foi tema no programa ‘Passadeira Vermelha’, da SIC e SIC Caras. Zulmira Garrido, comentadora do formato, emocionou-se com a mensagem partilhada por Judite Sousa. Afinal, também ela perdeu o seu único filho, Eduardo, em 2022, compreendendo inteiramente aquela dor. E ainda fez uma revelação sobre um gesto da antiga jornalista que a marcou e que nunca esquecerá.  


“Estou muito sensível por ter sido este dia. Não é só o dia, é o mês de maio, é o mês em que o meu filho nasceu. O Dia da Mãe, em que eu já não tenho nem mãe, nem o meu filho. Vi isto da Judite e fiquei de rastos”, confessou Zulmira, visivelmente emocionada. Em seguida, a comentadora revelou: “Posso dizer-vos que eu estava em Istambul, porque passei os últimos dias de vida do meu filho com ele em Istambul, e, quando saiu aqui a notícia da morte dele, o primeiro telefonema que recebi foi exatamente da Judite”


Zulmira estava e continua, claro, tomada por uma enorme tristeza. “Não há conforto possível, muitas vezes até agradecemos é que as pessoas não nos falem sobre isso e que se toque o menos possível”, explicou a comentadora de ‘Passadeira Vermelha’, contando que é quando está só que se dá permissão para recordar o filho e sofrer: “Prefiro falar quando estou sozinha, vê-lo, recordá-lo… Ouvi-lo faz-me um bocado de impressão. Passo horas, quando estou sozinha, a ver as fotografias do meu filho”.  


O último 3 de maio não foi fácil para Zulmira Garrido. “Estive rodeada de amor durante o dia, a noite foi um terror, um terror. Posso dizer que estou aqui quase com uma direta porque não consegui dormir”, confidenciou, para depois, a terminar o seu comentário, voltar a falar de Judite Sousa e da enorme dor que, infelizmente, as duas partilham: “A Judite nunca mais foi a mesma assim como eu. Tenho um amor mesmo incondicional por ela porque vejo que é uma mulher em sofrimento constante. Está sempre em dor. Mas, pronto, a nossa missão continua”


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