A Alemanha dispõe de um poderoso serviço de informações para assegurar a segurança interna — o Bundesamt für Verfassungsschutz (BfV, na sigla em alemão — em português, Gabinete para a Proteção da Constituição), responsável por monitorizar ameaças extremistas e proteger a ordem democrática. Ainda assim, o apagão em Berlim e outros atos de sabotagem atribuídos a extremistas de esquerda expuseram os seus limites: o BfV não conseguiu impedir o ataque, nem pôde, numa primeira fase, apontar rapidamente quem eram os principais suspeitos.
Oficialmente, quando foi anunciada a recompensa de um milhão de euros, o ministro da Administração Interna da Alemanha, Alexander Dobrindt, prometeu “ripostar” e declarou que o Governo está a “reforçar a luta contra o extremismo e o terrorismo de esquerda”. O governante anunciou mais recursos humanos e financeiros para os serviços de informações internos, incluindo o Gabinete de Proteção da Constituição, com o objetivo de combater este fenómeno e proteger mais eficazmente as infraestruturas críticas.
Numa entrevista ao Süddeutsche Zeitung, o ministro alemão pertencente ao partido bávaro de centro-direita CSU (irmão da CDU, os democratas-cristãos liderados pelo chanceler Friedrich Merz) reconhece que o país está a lidar com uma “onda crescente” de “extremismo e terrorismo de esquerda” que se alia ao “extremismo climático”: “Está cada vez mais presente na Alemanha.” “Estão a tentar ganhar apoiantes para realizar ataques na Alemanha, causando o máximo de danos a empresas, infraestruturas e, consequentemente, aos cidadãos.”