A OpenAI está a acelerar o desenvolvimento do seu primeiro smartphone e terá escolhido a MediaTek em vez da Qualcomm, optando por um chip Dimensity 9600 modificado, com uma arquitetura dual-NPU pensada especificamente para cargas de trabalho de inteligência artificial.

Depois de um anúncio (não oficial) de que a OpenAI irá lançar um smartphone de inteligência artificial, começam a surgir as primeiras confirmações relativamente às suas características técnicas. Segundo o analista Ming-Chi Kuo, da TF International Securities, a empresa criadora do ChatGPT já terá concluído as negociações, e escolheu um chipset produzido pela MediaTek, em vez de uma solução da Qualcomm, com quem também estaria em negociações.

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Segundo o analista, a OpenAI optou por uma versão personalizada do Dimensity 9600, o próximo chip topo de gama da MediaTek, esperado para o quarto trimestre de 2026, que será fabricado com recurso ao processo N2P da TSMC. Esta será a mesma tecnologia de 2 nanómetros que a Apple deverá usar nos futuros chips da série A. A escolha da MediaTek sobre a Qualcomm, que também esteve em cima da mesa, não é uma decisão meramente comercial, reflete a necessidade de um chip verdadeiramente moldado à visão da OpenAI para o que deve ser um smartphone centrado em IA.


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OpenAI
O misterioso gadget da dona do ChatGPT afinal pode ser um smartphone

Depois de meses de especulação em torno de um dispositivo de IA desenhado por Jony Ive, surge agora a indicação de que a OpenAI poderá estar a desenvolver um smartphone com agente de IA integrado. Mas não espere por um lançamento antes de 2028.

A versão personalizada do Dimensity 9600 deverá incluir um processador de sinal de imagem (ISP) melhorado, com um pipeline HDR aperfeiçoado para uma análise visual em tempo real. Porém, o elemento mais essencial será o duplo processador de unidades neurais (NPU), essenciais para cargas de trabalho de IA heterogéneas. O recurso a memória RAM LPDDR6 e armazenamento UFS 5.0 também serão essenciais para reduzir qualquer possível os estrangulamentos de desempenho.

O empenho no desenvolvimento do ISP é particularmente revelador, pois sugere que o smartphone será um dispositivo concebido para perceber e interpretar o ambiente físico em tempo real. Isto será essencial porque o smartphone da OpenAI deverá funcionar de forma radicalmente diferente dos telemóveis atuais. Este irá substituir a lógica baseada em aplicações por um modelo em que um agente de IA executa tarefas diretamente, combinando processamento local e modelos na nuvem.

Esta aposta irá colocar a OpenAI em rota de colisão direta com gigantes como a Samsung, bem como a Apple, que está focada no desenvolvimento do seu próprio iPhone dobrável e continua a aprofundar a integração do Apple Intelligence no iOS. Ming-Chi Kuo chegou ao ponto de estimar que a OpenAI poderá vender entre 25 e 30 milhões de unidades do novo smartphone ao longo de 2027 e 2028, caso o desenvolvimento decorra dentro dos prazos previstos.


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A aceleração deste projeto, bem como o desenvolvimento de outros dispositivos inteligentes, é lida como uma jogada estratégica para fortalecer a imagem e a narrativa da empresa. Tudo isto será essencial para a aguardada entrada da OpenAI em bolsa, algo que deverá ocorrer ainda este ano. Ao que consta, a montagem do dispositivo deverá ficar a cargo da Luxshare, rival da Foxconn, que também monta dispositivos de outros fabricantes, como a Apple.

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