A vencedora do concurso Miss Israel, Melanie Shiraz, de 27 anos, diz ter-se cruzado com a mulher do presidente da Câmara de Nova Iorque, Rawa Duwaji, por coincidência num café da cidade e que o encontro não correu bem.

“Sentou-se mesmo ao meu lado”, disse a Miss Israel ao The California Post. “Qual é que é a probabilidade?”

Segundo Shiraz, o encontro estes as duas começou de forma calorosa, com a mulher de Zohan Mamdani até a aparecer num curto vídeo de apenas três segundos com a Miss. Nas imagens, partilhadas com a publicação norte-americana, aparece com um sorriso leve ao lado de Shiraz. Contudo, logo de seguida, sai de plano e começa a falar. O vídeo não tem som e não é possível perceber o que foi dito por Duwaji.

“Antes de gravar aquele [vídeo], perguntei-lhe se podíamos tirar uma fotografia e apresentei-me. Assim que comecei [a gravar], ela disse: ‘Desculpe’ e perguntou se era um vídeo, dizendo que já não queria [aparecer]”, contou Shiraz.

Terá sido só depois do vídeo que Shiraz revelou que era a Miss Israel, e, assim que o fez, o “tom de voz [de Duwaji] mudou” e ela “parou de interagir” consigo.

“Eu disse-lhe que era a Miss Israel e, depois disso, ela não quis interagir mais comigo. Que surpresa”, ironizou Shiraz. “Foi educada, mas mudou claramente o tom de voz”, acrescentou.

A ironia de Shiraz deve-se ao facto de a primeira-dama de Nova Iorque ter já sido alvo de algumas polémicas por, nomeadamente, ter gostado de publicações a apoiar o ataque de 7 de outubro, quando o Hamas lançou o pior ataque até aos dias de hoje contra Israel. Para além disso, terá também dito nas suas redes sociais que Telavive “nem sequer devia existir”.

Recentemente, a primeira-dama emitiu um pedido de desculpas devido às suas opiniões anteriores. Sabendo o posicionamento de Duwaji quanto à guerra, e Israel, Shiraz tentou, mesmo assim, ter uma conversa com ela sobre o tópico.

“Disse-lhe o que penso sobre o que ela tem dito online e que acredito que é importante participar num diálogo em que não se desumanize o outro lado. E ela dispensou-me educadamente e recusou-se a interagir mais”, contou.

E acrescentou: “Ela já falou publicamente sobre os comentários que fez que mostravam simpatia para com o 7 de outubro e a desumanizar israelitas, e não se conseguiu permitir a falar comigo”.

Questionados pelo The California Post, nem Duwaji, nem o gabinete de Mamdani, comentaram o encontro.


Leia Também: Cuba acusa EUA de “crimes internacionais” após novas sanções