A baleia jubarte, apelidada Timmy, que estava encalhada na costa do Mar Báltico, perto da Alemanha, e cujo resgate custou cerca de 1,5 milhões de euros, muito provavelmente, já não estará viva.
Segundo um comunicado do Museu Oceanográfico Alemão em Stralsund, a baleia foi avistada pela última vez “em mar aberto” no dia 2 de maio por volta das 9h24 por um drone. Depois disso, “não houve mais informações verificáveis de forma independente sobre o paradeiro ou o estado de saúde do animal”, afirmou o museu, citado pelo jornal alemão Ostsee-Zeitung.
“Como a baleia estava extremamente debilitada e encalhou repetidamente num curto período [de tempo] após tentativas anteriores de resgate, é muito provável que ela não tivesse forças suficientes para nadar em águas profundas por muito tempo e já não esteja viva”, determinaram.
O resgate do mamífero foi extremamente controverso, dada a opinião de vários cientistas de que a saúde de Timmy não iria permitir que conseguisse sobreviver e, por isso, defendendo que a abordagem mais ética seria deixá-lo morrer pacificamente. Contudo, uma equipa de veterinários e investidores privados, encorajados pelo apoio nacional para resgatar a baleia, recusou-se a deixar Timmy morrer encalhado no Mar Báltico.
O resgate foi financiado por dois milionários: Walter Gunz, cofundador da MediaMarkt, e Karin Walter-Mommert, uma empresário do setor das corridas de cavalos, com ambos a afirmar que estavam preparados para pagar “o que fosse preciso” para libertar Timmy.
No sábado, a iniciativa privada conseguiu, com sucesso, retirar a baleia da zona onde estava encalhada e levá-la até águas mais profundas. Durante domingo e até segunda-feira houve alguns sinais do GPS colocado no mamífero, contudo, esta terça-feira, não terá havido qualquer sinal. O GPS dará sinal apenas quando o animal vem à superfície respirar – e, não havendo, isso aponta para a possibilidade de que se tenha afogado.
Segundo o ministro do Ambiente alemão, Till Backhaus ainda é cedo para determinar se Timmy estará de facto morto, afirmando que deu até ao final do dia de hoje para que a iniciativa privada desse provas da sobrevivência do animal.
“Demos à iniciativa privada um prazo até hoje para nos enviar os dados do GPS e informar-nos sobre o estado do animal. Não sabemos mais nada até ao momento”, afirmou ao mesmo jornal alemão.
O ministro deu ainda conta de que houve um acordo prévio de que os dados de GPS do animal seriam fornecidos ao governo “de forma confidencial” e que seriam instaladas câmaras de videovigilância para “ver o que está a acontecer no mar”. Para além disso, deveria ter sido realizado um exame veterinário a Timmy ainda antes da sua libertação. Nenhuma destas coisas aconteceu.

Timmy tem atraído atenções em toda a Alemanha, uma vez que tem ficado repetidamente encalhada na costa do Mar Báltico nas últimas semanas. O animal não se move há vários dias e está a ficar cada vez mais fraco e doente.
Notícias ao Minuto | 16:08 – 16/04/2026