O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou, esta segunda-feira, que entrará em vigor um cessar-fogo a partir das 00h00 de terça para quarta-feira – de 5 para 6 de maio.

Numa publicação na rede social X (antigo Twitter), Zelensky afirmou que “até à data, não houve qualquer pedido oficial dirigido à Ucrânia relativamente ao formato da cessação das hostilidades que estão a ser discutidas nas redes sociais russas”.

“Desta forma, estamos a anunciar um regime de cessar-fogo que começará na noite de 5 para 6 de maio, às 00h00. No tempo que falta, é realista assegurar que o cessar-fogo entra em vigor. Retribuiremos a partir desse ponto”, escreveu na rede social X (antigo Twitter).

E continuou:  “Chegou a hora de os líderes russos tomarem medidas reais para acabar com a guerra, especialmente porque o ministério da Defesa russo acredita que não pode realizar um desfilhe em Moscovo sem a boa vontade da Ucrânia”.

Putin decretou cessar-fogo entre 8 e 9 de maio

De recordar que, esta segunda-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou um cessar-fogo unilateral entre os dias 8 e 9 de maio, a propósito das celebrações do aniversário da Segunda Guerra Mundial. 

O ministério da Defesa russo, que avançou com a informação, disse ainda que contava com o apoio da Ucrânia. No entanto, salientou que se Kyiv tentasse interromper as celebrações do Dia da Vitória, Moscovo iria retaliar com um ataque de mísseis contra o centro da capital ucraniana.

Vladimir Putin declara cessar-fogo com a Ucrânia entre 8 e 9 de maio

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou um cessar-fogo unilateral com a Ucrânia, que estará em vigor entre 8 e 9 de maio, altura em que se assinala o aniversário da Segunda Guerra Mundial.

Maria Gouveia | 18:45 – 04/05/2026

Notes-se que, a 9 de maio, a Rússia celebra a vitória soviética sobre a Alemanha nazi em 1945, habitualmente com um grande desfile militar em Moscovo. 

Desde 2023, a Ucrânia celebra a 8 de maio a vitória na Segunda Guerra Mundial, como os países ocidentais. 

De recordar que a Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991 – após a desagregação da antiga União Soviética – e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.  

No plano diplomático, a Rússia rejeitou qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões – Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia – além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).

[Notícia atualizada às 20h53]

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