Agente da PSP foi expulso após condenação por abuso sexual de uma prima menor. A decisão transitou em julgado em 2025. O despacho de expulsão foi assinado a 31 de março pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP), natural da Madeira, foi expulso da corporação na sequência de uma condenação por abuso sexual de uma familiar menor. O despacho de expulsão, assinado pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, data de 31 de março deste ano e surge após proposta da Inspeção-Geral da Administração Interna.
À data dos factos, ocorridos em agosto de 2022, o arguido tinha 49 anos. Em 2023, foi condenado pelo Tribunal da Comarca da Madeira a uma pena de cinco anos e meio de prisão, bem como ao pagamento de uma indemnização de 30 mil euros à vítima, sua prima, então com 16 anos.
De acordo com a acusação, os acontecimentos tiveram lugar após uma tarde e parte da noite marcadas pelo consumo excessivo de álcool, incluindo poncha e cerveja, nas zonas do Lugar de Baixo (Ponta do Sol) e da Tabua (Ribeira Brava). Posteriormente, o agente levou a adolescente para a sua residência, na Ribeira Brava, onde o crime terá sido consumado.
Durante o julgamento, o arguido, que esteve em prisão domiciliária, negou as acusações e alegou que a vítima e a mãe pretendiam obter vantagens financeiras. No entanto, o coletivo de juízas, presidido por Joana Dias, considerou a versão pouco credível. O tribunal sublinhou ainda que a denúncia só foi formalizada após recomendação de uma psicóloga à mãe da menor. A decisão transitou em julgado em 2025.