A emissora holandesa RTL adiantou que a mulher é assistente de bordo da companhia aérea KLM e que esteve em contacto com uma mulher que morreu vítima de uma infeção por hantavírus em Joanesburgo.
Já ontem, o Governo holandês tinha adiantado que cerca de 40 passageiros desembarcaram do navio em Santa Helena, onde o navio fez escala a caminho de Cabo Verde, antes do surto ser declarado.
O paradeiro de muitos desses passageiros é ainda desconhecido. Uma das pessoas que saíu nessa escala foi a mulher do holandês que morreu a bordo do navio a 11 de abril. Posteriormente, também ela adoeceu e morreu antes de chegar à Holanda.
Além do casal, também um cidadão alemão morreu na sequência do surto por hantavírus.
De acordo com o último balanço da OMS, oito pessoas, incluindo um cidadão suíço, são suspeitas de terem contraído o vírus.
Os países mobilizam-se para localizar as pessoas que desembarcaram do navio de cruzeiro atingido por um surto de hantavírus antes da chegada a Cabo Verde.
Na Argentina, o Ministério da Saúde está a realizar testes e análises adicionais na cidade de Ushuaia, no sul do país, ponto de partida do navio de cruzeiro.
O MV Hondius, agora com 144 pessoas a bordo, vai a caminho das Ilhas Canárias e deve atracar em Tenerife até sábado.
Uma vez em Tenerife, se estiverem saudáveis, todos os cidadãos não espanhóis serão repatriados para os países de origem, enquanto os 14 espanhóis vão ficar em quarentena num hospital militar em Madrid.
Três pacientes foram evacuados do navio esta quarta-feira, numa operação com alguns percalços que obrigou à aterragem de um avião com dois dos doentes na Grã-Canária que seguiram depois para os Países Baixos numa outra aeronave.