O jogo entre Bayern Munique e PSG (1-1), realizado na noite de quarta-feira, valeu a passagem do conjunto francês à final da Liga dos Campeões – por conta do resultado da 1.ª mão (5-4) – mas o conjunto alemão não deixou de atribuir culpas ao árbitro João Pinheiro. O português foi o escolhido pela UEFA para ajuizar a partida na Allianz Arena, mas acabou por ser muito contestado, especialmente por duas decisões: a de não expulsar Nuno Mendes e a de não assinalar uma grande penalidade por mão na bola de João Neves.
O treinador Vincent Kompany foi o primeiro a apontar o dedo a João Pinheiro, mas não foi o único. O Bayern Munique ficou muito desagradado com o árbitro português, que também foi alvo de críticas por parte dos dirigentes.
“É, no mínimo, espantoso que um árbitro com tão poucos jogos na Liga dos Campeões, 15, seja nomeado para dirigir um jogo como este. E isso pode explicar uma ou duas decisões”, afirmou Jan-Christian Dreesen, CEO do Bayern Munique.
Por seu turno, Max Eberl, diretor desportivo dos bávaros, foi mais longe nas críticas e não deixou de recordar o facto de Vitinha, Nuno Mendes e João Neves serem compatriotas de João Pinheiro.
“Ele conversava com seus compatriotas portugueses, que sempre o acompanhavam nos pontapés de canto. Ele pode ter explicado algo a eles, mas não explicou a mim”, atirou Eberl, citado pelo Goal, aquando questionado sobre o lance em que Nuno Mendes arriscou ver o segundo amarelo que lhe valeria um vermelho.
Max Eberl admitiu, ainda assim, que o Bayern Munique tomou “uma ou duas decisões erradas”, mas voltou a visar João Pinheiro.
“Também houve alguém em campo que tomou uma ou duas decisões erradas e são esses detalhes que fazem diferença numa meia-final. Penálti? Já vi muitos a dizer que era e outros a dizerem que está tudo certo, mas ninguém me conseguiu explicar. Na minha opinião foi toque com a mão na grande área”, exclamou o diretor desportivo do Bayern Munique.
Afinal, o que dizem as regras?
Apesar da contestação do Bayern Munique, a decisão de João Pinheiro parece ir ao encontro do enquadramento regulamentar.
Segundo a International Football Association Board, se um jogador for atingido no braço ou na mão por um remate de um colega de equipa, não é considerado infração, exceto se a bola entrar diretamente na baliza adversária ou se o jogador marcar imediatamente a seguir.
O lance que levou os adeptos do Bayern à loucura.#DAZNChampions pic.twitter.com/yyZCokirmK
— DAZN Portugal (@DAZNPortugal) May 6, 2026
Lance de Nuno Mendes também dá que falar
Outra das críticas do Bayern a João Pinheiro prende-se com um lance que envolve Nuno Mendes. Aos 29 minutos, e quando já tinha um cartão amarelo, o internacional português tocou com o braço na bola, mas Pinheiro apontou para uma falta, anterior, de Konrad Laimer, considerando que o jogador austríaco dominou a bola com a mão.
O que se segue?
Apesar de toda a polémica, o Bayern Munique ficou mesmo pelo caminho, ao passo que o PSG volta a marcar presença na final da Liga dos Campeões, tendo via aberta para revalidar o título de campeão europeu, desta vez diante do Arsenal, na Puskás Aréna, em Budapeste, no dia 30 de maio.

O árbitro português dirigiu a segunda mão da meia-final entre o Bayern Munique e o PSG, que terminou com um empate que qualificou os parisienses para a final da Liga dos Campeões.
Notícias ao Minuto | 23:56 – 06/05/2026