O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reúne-se, esta quinta-feira, com o seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, numa altura em que as relações diplomáticas entre Brasília e Washington têm sido particularmente turbulentas – e em que há discussões sobre dossiers difíceis em cima da mesa.

Entre Trump sair em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e Lula condenar os ataques de Washington no Irão e na Venezuela, poderá vir aí um momento diplomático ou, como já houve em momentos anteriores, mais mediático.

É sobre estes últimos que a imprensa brasileira, nomeadamente o g1, falam no dia de hoje, dado que os encontros na Casa Branca podem, de um momento para o outro, ‘cair’ na viralidade.

Posto isso, recordamos abaixo três momentos marcantes em reuniões com Trump na Casa Branca.

“Genocídio branco” na África do Sul

H quase um ano, um encontro entre Trump e o sue homólogo sul-africano, Cyril Ramaphosa, tornou-se viral quando o norte-americano acusou este último de “autorizar” expropriações de agricultores brancos no seu país. “Não, não, não, não, ninguém pode tirar terras”, respondeu Ramaphosa.

Note-se que o encontro já aconteceu depois de Trump acusar o país de estar a passar por um alegado “genocídio branco”.

Japão e o Pearl Harbor

Já este ano, em março, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, encontrou-se com Trump, e enquanto estava na sua companhia fez uma piada sobre o Pearl Harbor.

Questionado sobre a razão pela qual os Estados Unidos não avisaram os Aliados dos ataques ao Irão, Trump respondeu – deixando Takaichi um pouco desconfortável – com uma menção aos ataques em Pearl Harbor durante a Segunda Guerra Mundial: “Queríamos surpresa. Quem sabe mais sobre surpresa do que o Japão? Porque é que não me contaram sobre Pearl Harbor?”

Bate-boca com Zelensky

Também o ano passado a Casa Branca foi palco de uma discussão entre Trump, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o ‘vice’ dos EUA, JD Vance.

Trump acusou Zelensky de “ingratidão” perante toda a ajuda que os Estados Unidos já tinham dado a Kyiv e afirmou que o ucraniano “está a brincar com a III Guerra Mundial”. JD Vance apontou igualmente o dedo a Zelensky, afirmando que este “desrespeita” os norte-americanos. Leia a conversa aqui.

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