O Grinding Gear Games revelou oficialmente Return of the Ancients, uma expansão massiva para Path of Exile 2, com lançamento marcado para o dia 29 de maio de 2026. Para além de uma nova liga temporária, esta expansão reformula completamente o endgame de Path of Exile 2, adicionando 15 novos bosses e seis quests narrativas focadas nos sistemas do jogo.
A nova liga, intitulada Runes of Aldur, apresenta Farrow, um jovem ferreiro que redescobre a antiga arte da ferraria rúnica dos Ezomyte. Através deste sistema, os jogadores podem inscrever símbolos em Remanescentes Ezomyte para criar itens poderosos. No entanto, o poder tem um custo: ao ativar um destes Remanescentes, os mortos-vivos próximos são reanimados e fortalecidos pelos elementos das runas utilizadas.
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Path of Exile 2: Return of The Ancients – Imagens
À medida que a equipa progride, será possível recolher Verisium, um metal raro que permite desbloquear o Runic Ward, que os veteranos de Path of Exile 1 poderão reconhecer. Em Path of Exile 2, este recurso tem duas finalidades: para além de atuar como uma segunda barra de vida, também alimenta novas habilidades passivas e ativas que não dependem de mana, e que podem ser usadas com qualquer tipo de arma, abrindo assim ainda mais o leque de builds possíveis.
Ao contrário do que muitos esperavam, Return of the Ancients não introduz novas classes; em vez disso, temos duas Ascendancies: A Spirit Walker, subclasse da Huntress, canaliza os poderes primais da coruja, do urso e do veado, e entre outras coisas, é capaz de invocar monstros como companheiros, incluíndo bosses, tornando-a numa boa opção para quem gosta de um gameplay focado em minions.
Por outro lado, o Martial Artist, subclasse do Monk, foca-se no controlo de energia espiritual e ilusões. Os jogadores podem criar ecos que replicam os seus ataques ou manifestar sinos espectrais que estilhaçam os inimigos. Para além disso, estas subclasse tem uma habilidade que melhora os atributos das luvas equipadas, tornano-as muito mais poderosas, o que a torna uma opção fantástica para quem quiser usar uma build de Hollow Palm.
No entanto, o grande destaque de Return of the Ancients é a reformulação profunda do endgame. As mecânicas de Breach, Expedition,Delirium e Ritual foram reformuladas e agora têm uma linha de missões para te guiar no endgame, o que te oferece objetivos claros na progressão. A acessibilidade do endgame também foi melhorada, pois estas missões culminam com os bosses do jogo, eliminando a dependência de “drops” aleatórios para os enfrentar.

O atlas foi totalmente reformulado. Agora, a progressão é mais guiada e é poossível ver os efeitos das mecanicas no mapa. A sul, temos uma mancha de breach, e a norte podemos ver as muralhas da fortaleza.
O Atlas também sofreu uma alteração profunda com a introdução da Fortaleza, uma estrutura de proporções titânicas, que poderás explorar para desbloquear novos pontos de habilidade para o Atlas. A isto ainda se junta um novo sistema que o GGG apelidou de “Ascendancy” para os mapas, e que basicamente introduz um novo conjunto de modificadores nos mapas.
As novidades não se ficam apenas pelo endgame: a equipa implementou várias melhorias de qualidade de vida, incluindo um Planeador de Builds nativo no jogo, que permite importar ficheiros da comunidade para visualizar árvores passivas e recomendações de itens diretamente no ecrã. A campanha do jogo também ficará mais acessível com a introdução de pistas, atalhos e a redução de tamanho de algumas zonas.
Return of the Ancients é a última grande atualização antes do lançamento oficial (1.0) de Path of Exile 2. O Grinding Gear Games ainda não confirmou oficialmente a data de lançamento da versão final, mas Jonathan Rodgers, diretor do jogo, sublinhou que será lançada ainda em 2026, depois da Exilecon, que se realiza entre 7 e 8 de novembro.
Pedro Pestana é viciado em gaming, café e voleibol, sensivelmente nesta ordem. Podem encontrar alguns dos seus devaneios no Threads ou Bluesky.