A LEV é a editora oficial da Santa Sé. Ao agradecer pelo trabalho destes 100 anos Leão falou da importância do livro que serve para anunciar o Evangelho, pela cultura do encontro e para pensar: ler ajuda “a se proteger de fundamentalismos e atalhos ideológicos. Por isso, exorto a todos a lerem livros, como antídoto contra o fechamento mental, que se reflete em atitudes rígidas e em visões redutoras da realidade”.
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Andressa Collet – Vatican News
Nesta quinta-feira (07/05), uma das audiências do Papa Leão XIV foi realizada em espírito festivo para comemorar um aniversário “em família”, comentou o Pontífice logo no início da saudação aos membros das redações da Livraria Editora Vaticana. Na Sala do Consistório, um grupo de 35 de pessoas encontrou o Papa por ocasião dos 100 anos da editora da Igreja Católica Romana, conhecida como LEV, criada em 1926 pelo Papa Pio XI quando se tornou autônoma da Tipografia Vaticana.
Leão XIV recordou que, nestes 100 anos de vida, a LEV “serviu nove Pontífices, divulgando o Magistério como contribuição para a difusão do Evangelho no mundo”. A Livraria Editora Vaticana também dá assistência aos dicastérios, sendo responsável em publicar e distribuir todos os documentos e publicações oficiais do Papa e da Igreja Católica. No Brasil, as obras da LEV podem ser encontradas através das livrarias católicas, por exemplo.
Leia a íntegra da saudação do Papa Leão XIV
Leão XIV com Paolo Ruffini, prefeito do Dicastério para a Comunicação (@Vatican Media)
O livro como encontro, para pensar e anunciar Cristo
Ao agradecer pelo trabalho realizado nestes 100 anos com dedicação e paixão, o Papa Leão compartilhou três breves reflexões sobre a importância do livro sob diferentes perspectivas: a primeira, do livro como uma oportunidade para pensar. Sobretudo atualmente, na era digital, disse o Pontífice, o livro físico nos remete “ao papel do pensamento, da reflexão e do estudo”:
“Ler é alimentar a mente, ajuda a cultivar um senso crítico consciente e formado, a se proteger de fundamentalismos e atalhos ideológicos. Por isso, exorto a todos a lerem livros, como antídoto contra o fechamento mental, que se reflete em atitudes rígidas e em visões redutoras da realidade.”
A segunda reflexão parte do princípio que o livro é sempre uma oportunidade de encontro, seja com o autor ou aqueles que já leram antes de nós ou ainda estão lendo ou o lerão no futuro, disse o Papa. São ocasiões que reúnem escritores e leitores para uma troca mútua, praticando aquele que o Papa Francisco nos ensinou, ao praticar “a cultura do encontro: o livro é uma ponte com os outros, é um motivo de diálogo que nos enriquece, um estímulo para ampliar o próprio ponto de vista”.
Por fim, para nós, cristãos, disse Leão XIV, o livro é uma oportunidade para anunciar Cristo. O Papa citou diferentes exemplos de como a leitura de livros podem “tocar o coração”, seja através da biografia de um santo, de uma reflexão, de recordar de Nossa Senhora que “é frequentemente retratada, na Anunciação, com a intenção de ler as Sagradas Escrituras”: “à escola de Maria e dos Santos, alimentemo-nos da Palavra de Deus, para que ela molde a nossa mentalidade e o nosso agir”.
A audiência foi na Sala do Consistório, no Vaticano (@VATICAN MEDIA)