As doenças do aparelho respiratório estão entre as situações mais críticas verificadas no concelho de Marco de Canaveses, com valores que quase triplicam a média da região Tâmega e Sousa, foi esta sexta-feira anunciado pela Câmara Municipal.
Segundo o município, a tuberculose continua a merecer atenção especial, pois apesar dos avanços registados no tratamento com o novo Centro de Diagnóstico Pneumológico (CDP), a prevenção continua a ser um problema, com o concelho a apresentar ainda uma incidência de que é cerca do dobro da média da região.
Fonte da autarquia assinalou que os concelhos de Penafiel e do Marco de Canaveses são os de maior incidência de tuberculose na Europa, situação que resulta de uma parte da população ativa trabalhar na indústria da extração e transformação de granito.
Segundo a mesma fonte, que cita os dados de 2024 do Instituto Nacional de Estatística, das 19.781 pessoas empregadas no concelho, 1.324 trabalhavam nas pedreiras.
Os dados esta sexta-feira divulgados resultam do diagnóstico feito pela Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa da situação de saúde no concelho e que foram analisados na quarta-feira numa reunião entre a presidente da câmara municipal, Cristina Vieira, e responsáveis da Unidade de Saúde Pública, convocada também para definir prioridades de atuação conjunta, indicou a autarquia do distrito do Porto.
O diagnóstico, prossegue o comunicado, revela ainda dados preocupantes ao nível das doenças cardiovasculares, obesidade e excesso de peso, que afetam mais de um terço da população do concelho [que é de cerca de 50 mil habitantes], bem como a elevada incidência da síndrome da coluna, associada ao esforço físico laboral e ao envelhecimento da população.
Os dados apresentados, lê-se ainda, irão servir de base à atualização da Estratégia Local de Saúde e ao reforço da articulação entre o município e as entidades de saúde.
Citada pela nota de imprensa, a autarca Cristina Vieira refere que entre as prioridades identificadas “estão o reforço das campanhas de literacia e educação para a saúde, a promoção da atividade física e de hábitos alimentares saudáveis, o aumento da vigilância e rastreio em contextos de maior risco e o desenvolvimento de ações dirigidas à saúde ocupacional, sobretudo em setores mais expostos a poeiras e ruído”.