Iker Casillas e Luís Figo reagiram à possibilidade de José Mourinho regressar ao Real Madrid, deixando dúvidas sobre o encaixe do atual técnico do Benfica no futuro dos merengues.

José Mourinho
Alex Pantling
Iker Casillas e Luís Figo deixaram opiniões distintas, mas concordam que o futuro do Real Madrid não deverá passar por um regresso de José Mourinho.
Enquanto Casillas assumiu preferência clara por Xabi Alonso para suceder no comando técnico dos merengues, Luís Figo considerou que os merengues não precisam de um treinador “de pulso firme”.
Durante um evento da Movistar de antevisão ao ‘El Clásico’, o antigo guardião do Real Madrid foi confrontado com a hipótese do treinador português regressar ao Santiago Bernabéu e afastou qualquer polémica em torno da antiga relação entre ambos.
“Não tenho qualquer problema em que me perguntem sobre Mourinho. Passámos por uma fase difícil, é o que é, mas já passou”, afirmou o antigo internacional espanhol, recordando o período em que perdeu a titularidade para Diego López sob comando do técnico português.
Ainda assim, Iker Casillas mostrou-se pouco entusiasmado com um eventual regresso do atual técnico do Benfica e apontou Xabi Alonso como a escolha ideal para liderar o Real Madrid.
O ex-capitão do Real Madrid elogiou o trabalho desenvolvido pelo treinador espanhol no Bayer Leverkusen e destacou a capacidade de liderança e juventude do antigo médio.
“Para mim, o treinador ideal que o Real Madrid tinha era o Xabi Alonso, era o treinador perfeito”, defendeu.
Figo não vê necessidade num “pulso firme” em Madrid
Já Luís Figo abordou o tema numa perspetiva diferente, recusando a ideia de que o Real Madrid necessite de um técnico com perfil autoritário para gerir o balneário.
O antigo internacional português lembrou a longa relação profissional com Mourinho, com quem trabalhou como tradutor, adjunto e treinador principal, e desvalorizou a imagem de “pulso firme” associada ao técnico.
“Tive-o como tradutor, adjunto, treinador principal, amigo e nunca senti que fosse assim”, afirmou.
Figo sublinhou que o principal desafio de um treinador no Real Madrid passa pela gestão de egos e pela capacidade de unir o grupo, defendendo que os exemplos recentes de sucesso no clube apontam noutra direção.
“Se olhares para os últimos treinadores que tiveram sucesso, como Zidane, Del Bosque ou Ancelotti, não têm o perfil de pulso firme. Isso não funciona”, concluiu.