O MUZEU, museu criado pela DST em Braga, já recebeu 10 mil visitantes em apenas duas semanas, “superando as melhores expectativas da direção”, informou hoje a empresa.
“Sabíamos que despertaríamos interesse na cidade, na região, mas confesso que fiquei surpreendida com a adesão inicial e os números iniciais são bastante satisfatórios. A nossa missão está a cumprir-se: estudar e divulgar a coleção de arte contemporânea de José Teixeira e do dstgroup e promover o pensamento crítico a partir da literacia das artes e das humanidades”, refere a diretora geral e curadora, Helena Mendes Pereira, citada em comunicado.
“Além das visitas ilustres dos primeiros dias de abertura, de onde se destacam o Presidente da República, António José Seguro, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, o cardeal José Tolentino Mendonça ou o presidente do Conselho Europeu, António Costa, o maior número de visitantes é, naturalmente, do distrito de Braga, mas é de assinalar um número considerável de acessos de visitantes provenientes de países tão distantes como os Estados Unidos, China, Japão ou Argentina”, salienta o comunicado.
Os ciclos de programáticos integrados no programa de abertura “Abrir Abril”, nomeadamente o Ciclo Jazz no MUZEU ou o Dansa Contínua, têm recebido o interesse dos públicos nas sessões que já decorreram. “Temos uma oferta variada, de grande qualidade, porque os nossos parceiros de programação para cada uma das áreas dispensam apresentações. Acreditamos que, pelos espetáculos que temos, pela qualidade das coleções que mostramos na primeira exposição ‘Sejamos realistas, exijamos o impossível’ e pela postura que adotamos, eminentemente política e humanista, o MUZEU será, com toda a certeza, um espaço de paragem obrigatória”, finaliza Helena Mendes Pereira.
Para o presidente do Conselho de Administração do Grupo DST e fundador do MUZEU, José Teixeira, a concretização deste projeto provocou-lhe sentimentos que não sabia serem possíveis: “Eu sabia que iria ter boas sensações, quando retirasse as obras de arte das paredes da minha casa e as colocasse no MUZEU. No entanto, jamais imaginaria tamanha felicidade de ver este espaço cheio de pessoas, algumas que nunca haviam entrado num museu de arte contemporânea. É esta a nossa missão: devolver à sociedade aquilo que conseguimos através do esforço de todos os trabalhadores do dstgroup e tentar que, através da arte, possamos mudar o mundo”.
Programação de maio
O mês começa com a apresentação da obra de arte integrada no programa do INDEX, do qual o MUZEU faz parte. “Silent”, uma obra de 2016 de Pauline Boudry e Renate Lorenz ficará patente no Laboratório até dia 17.
Também em maio realizam-se as conferências de Introdução à Política, que celebram os 50 anos da Constituição Portuguesa, recebendo José Pacheco Pereira (curador deste ciclo) e Kathleen Gomes, sob o tema “As eleições de 1975 na construção da democracia”.
Para dia 14, está reservado mais um evento do Clube da Escuta, que propõe a audição de um disco em conjunto, com comentários antes e depois de cada evento, num momento de partilha comunitária. Antologia da Música Regional Portuguesa – Volume Minho, de Fernando Lopes Graça e Michel Giacometti será a escolha do mês.
Ainda na música, para dia 22, está marcado o concerto do brasileiro Amaro Freitas integrado na Semana de comemoração do Dia Internacional dos Museus. Antes, dia 21, o dia será preenchido com a apresentação do Livro do MUZEU, seguida de uma visita guiada pela diretora geral, Helena Mendes Pereira, e pelo arquiteto que desenhou o projeto do MUZEU, José Carvalho Araújo.
Antes de acabar o mês, espaço para as famílias, com a Oficina de Filosofia para Crianças, com a sessão “Somos livres para pensar o que quisermos?” (dia 24, às 11h). Note-se que cada criança deve ser acompanhada por um adulto, com entrada gratuita, para um programa familiar perfeito para um domingo de manhã.
Fechamos o mês em beleza, no dia 28 de maio, com um novo concerto de jazz. O Quarteto de Rita Caravaca leva até à Assembleia do MUZEU um repertório próprio construído pela própria, ao longo dos últimos anos. A pianista finalista da Escola Superior de Música de Lisboa é um dos nomes mais promissores do jazz nacional e chega até nós através da parceria com o Hot Clube Português.