O tráfego aéreo em 13 aeroportos do sul da Rússia foi suspenso depois de drones terem atingido um edifício de um centro regional de navegação aérea em Rostov-on-Don, segundo o Ministério dos Transportes russo, citado pelo ‘POLITICO’.

A interrupção afetou voos de e para os aeroportos de Astrakhan, Vladikavkaz, Volgogrado, Gelendzhik, Grozny, Krasnodar, Makhachkala, Magas, Mineralnye Vody, Nalchik, Sochi, Stavropol e Elista.

Numa publicação no Telegram, o Ministério dos Transportes afirmou que o centro regional de controlo de tráfego aéreo de Rostov-on-Don, responsável pela gestão do tráfego no sul da Rússia, teve de ser temporariamente ajustado devido ao ataque de drones ucranianos.

Segundo a mesma fonte, os funcionários estão em segurança e os equipamentos estão agora a ser avaliados para determinar se podem ser restaurados.

Aeroflot atrasa, desvia e cancela voos

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O Governo russo, a Agência Federal de Transporte Aéreo, as companhias aéreas e os aeroportos estão a ajustar horários na sequência da perturbação.

De acordo com a agência russa ‘Tass’, a Aeroflot está a atrasar partidas, desviar rotas e cancelar voos devido ao impacto do ataque.

A companhia aérea russa indicou, ainda assim, que os voos internacionais a partir de outros aeroportos continuam a operar.

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Explosões também em refinaria

As perturbações no tráfego aéreo surgem num dia marcado por novas explosões em território russo.

Esta sexta-feira, foram também reportadas explosões numa refinaria de petróleo em Yaroslavl, a nordeste de Moscovo, e na capital russa.

Os ataques ocorreram depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter afirmado que Kiev já não se considera vinculada à trégua unilateral anunciada pela Rússia antes da parada do Dia da Vitória, prevista para sábado.

Zelensky acusou o Kremlin de ter violado o cessar-fogo.

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Kyiv fala em “sanções de longo alcance”

Segundo a ‘Ukrainska Pravda’, Zelensky confirmou o mais recente ataque ucraniano contra a refinaria de Yaroslavl.

O presidente ucraniano descreveu a operação como parte das “sanções de longo alcance” de Kiev contra a Rússia.

A expressão tem sido usada pela Ucrânia para enquadrar ataques a infraestruturas militares, energéticas e logísticas em território russo, procurando enfraquecer a capacidade de Moscovo para sustentar a guerra.