Um ex-motorista de um serviço de entregas que se declarou culpado de matar Athena Strand, de 7 anos, foi condenado à morte por um tribunal de júri, na terça-feira, nos Estados Unidos.

O caso remonta a 2022 e Tanner Horner, atualmente com 34 anos, confessou os crimes de homicídio qualificado e sequestro agravado no início do julgamento, há cerca de um mês.

A decisão estava entre a prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional, e a pena de morte – foi, após três horas de deliberações do júri, condenado à segunda.

Vários jurados choraram ao verem o vídeo e ouvirem o áudio gravado dentro da carrinha após o sequestro de Athena, conta a ABC News. Nas imagens, o homem aparece a colocá-la no veículo e é ouvido a fazer-lhe perguntas e a dizer que vão dar uma volta. Quando a menina começa a chorar diz-lhe também para não gritar, ameaçando que a magoaria.

Horner não demonstrou nenhum tipo de emoção quando o juiz leu a sentença. Deverá ser executado por via de injeção letal.

A defesa anunciou que irá recorrer, invocando atenuantes como o facto da mãe de Horner ter bebido muito durante a gravidez, o que lhe provocou síndrome alcoólica fetal, o que provoca problemas emocionais e cognitivos.

Elijah Strand, o tio de Athena, leu uma declaração em tribunal onde deu conta de que o assassinato da menina deixou a família com “um vazio que jamais poderá ser preenchido”.

A morte de Athena Strand

Tanner Horner trabalhava como estafeta da FedEx, quando, a 30 de novembro de 2022, foi a casa da família Strand entregar um presente de Natal.

Inicialmente, o homem disse às autoridades ter atropelado acidentalmente a menina, colocando-a dentro do veículo e decidindo matá-la para evitar que o caso fosse denunciado. Essa versão foi desmentida no curso da investigação.

Um médico legista testemunhou que Athena morreu devido a uma contusão com asfixia e estrangulamento. O corpo foi encontrado dois dias depois de ter sido dada como desaparecida, a 14 quilómetros de sua casa na cidade rural de Paradise, perto de Fort Worth.

Leia Também: EUA lança protocolo para repor execução da pena de morte por fuzilamento