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Treinador dos leões rendido à exibição dos seus jogadores nas meias-finais da Liga dos Campeões de futsal, diante do Cartagena








Nuno Dias estava rendido à exibição dos jogadores do Sporting frente ao Cartagena. Após a vitória nos penáltis nas meias-finais da Liga dos Campeões de futsal, que valeu nova presença na final aos leões, o treinador português falou num encontro “a roçar a perfeição” e só lamentou que a eficácia em frente à baliza não tivesse sido mais alta.


“[Uma vitória] Tão sofrida quanto justa. E penso até que, por tudo o que fizemos ao longo dos 50 minutos, nem merecíamos ter sofrido tanto para conseguir esta passagem. Acho que fizemos mais do que suficiente durante os 40 minutos para não ir aos penáltis, mas o futsal é assim. Há pouco olhámos para as estatísticas, e sei que isso vale o que vale, mas o Sporting fez 74 finalizações e 45 na baliza. O Cartagena faz 20 [finalizações] e oito na baliza. Não me recordo de uma diferença tão grande para o bicampeão espanhol. Têm quatro jogadores que acabaram de ser campeões da Europa…”, começou por analisar o treinador do Sporting, em declarações ao Canal 11.


E prosseguiu: “Acho que hoje o Sporting roçou mesmo a perfeição. Irrepreensível. Onde é que se calhar não estivemos tão bem? Se calhar na finalização, por isso é que só fizemos esses dois golos [no tempo regulamentar]. Merecíamos ter acertado mais e melhor para no fim não sofrermos com os penáltis, que nos últimos tempos têm sido maléficos connosco. Perdemos uma final com o Palma, no ano passado perdemos o bronze para o Cartagena também… Não temos sido muito felizes nesse capítulo, mas hoje merecemos. A passagem é inteiramente merecida, os jogadores foram extraordinários”.

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O que mudou no chip da equipa a partir do intervalo? “Acho que não mudou nada. O Sporting tinha sido melhor já na 1.ª parte. O Cartagena acertou três vezes na baliza na 1.ª parte. E duas foram golo. Não mudámos nada, apenas acertar melhor e ser mais frios na hora de finalizar. Talvez um bocadinho mais concentrados e esperar. Claro que dissemos que o golo era importante [na 2.ª parte] e poderia transformar o jogo, e depois fizemos o 1-1, o 2-2 e mais do que suficiente para não ter de merecer isto. O que fica para a história é a vitória a uma exibição extraordinária”.


Como se prepara agora uma final com o cansaço? “O tempo não é muito. Mais do que preparar o adversário e arranjar estratégias para quem nos tocar, o mais importante é descansar. O jogo foi exigente, pressionámos o jogo todo. 50 minutos à procura do golo, de intensidade defensiva, no desgaste… Mais do que ir ver quem vai rodar e quem faz o quê, é descansar. E depois sim, ajustar pequenos pormenores no tempo que temos. O mais importante é descansarmos e estarmos fisicamente frescos no domingo para essa final”.