A menos de um mês do início do Campeonato do Mundo, Lionel Messi concedeu uma entrevista ao canal Lo Del Pollo e considerou Portugal como um dos favoritos a vencer a competição. O astro argentino abordou, ainda, a rivalidade que teve com Cristiano Ronaldo e quando pretende pendurar as chuteiras.

Entre outras seleções, Messi destacou Portugal como um dos favoritos a levantar o troféu, numa lista restrita de candidatos. O camisola 10 da Albiceleste aproveitou o momento para refletir sobre o momento atual da seleção argentina.

«A equipa está em boa forma. Há muitos jogadores com lesões ou falta de ritmo de jogo, mas quando o grupo está junto, mostra que compete, temos sempre vontade de vencer e fazer tudo o que é possível para alcançar os nossos objetivos. Contudo, também temos de ter noção que existem outros favoritos que chegam no bom momento. A França, por exemplo, está muito bem e tem muitos jogadores de grande qualidade. A Espanha também. O Brasil, que apesar de não estar no seu melhor há algum tempo, são sempre candidatos. Depois, há a Alemanha, Inglaterra e Portugal», começou por dizer.

«Ronaldo? Tudo o que aconteceu foi a nível desportivo e nunca a nível pessoal»

A rivalidade histórica entre Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, que durou mais de uma década, gerou – e ainda gera – o debate de quem é o melhor jogador de sempre. O astro argentino abordou o tema de forma natural, salientando que a relação sempre foi «boa e respeitosa».

«O que aconteceu foi uma bela rivalidade desportiva. É algo natural no mundo do futebol. Ele estava no Real Madrid e eu no Barcelona, competíamos por tudo e, por isso, éramos comparados. A nossa relação sempre foi boa e com respeito. Tudo o que aconteceu foi a nível desportivo e nunca a nível pessoal. Não nos encontrávamos com frequência, apenas em jogos e cerimónias de entrega de prémios. Neste momento, estamos em fases diferentes da vida, mas o que aconteceu foi uma bela rivalidade desportiva», acrescentou.

Por fim, Lionel Messi abordou o final de carreira, num dia que, certamente, ficará na memória de todos os adeptos de futebol.

«Adoro o que faço, adoro jogar futebol e vou continuar a fazer isso até não conseguir mais. Sou competitivo, gosto de ganhar em tudo e, às vezes, nem deixo os meus filhos ganharem nos videojogos. Tenho dificuldade em perder, mas isso também me fez ser quem sou», concluiu.