Por vezes, é preciso olhar com atenção para a paragem de autocarro para perceber de onde veio o comboio. No caso de Lígia Sousa, funcionária da Junta de uma freguesia chamada Milagres, olhar não chega — é preciso fotografar o destroço e enviar para a Câmara Municipal e esperar. Nada de novo. Três meses passados desde o tal comboio de tempestades que mudou a paisagem de Leiria, e muito mais, esperar tornou-se um modo de vida. Muitas pessoas ainda esperam por ajuda, esperam pelo seguro, pela televisão, pelo telefone, por uma ligação de internet. A 28 de janeiro de 2026 o mundo que vive dentro do pinhal ficou virado ao contrário.
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