A ambição de estender a fileira da atividade do turismo às ilhas já é antiga e foi concretizada, no final do ano passado, com a entrada em dose dupla na Madeira , através das aberturas do The Editory Ocean Way Ajuda Funchal e do The Editory Garden Carmo Funchal, num investimento de oito milhões de euros que visou a renovação e requalificação de dois edifícios históricos da cidade. Na calha estão mais dois projetos.
“A Madeira é um destino de excelência. Já estávamos à espera de que os resultados destas unidades fossem bons mas, de facto, estamos muito contentes com a prestação. Queremos continuar a investir no destino e, para já, chegar aos quatro hotéis”, indica Gonçalo Bernardes.
A presença nos arquipélagos portugueses ficará consolidada com a estreia nos Açores, uma das principais novidades desta primeira leva de projetos. “Não podemos ainda deslindar muitos pormenores, mas iremos entrar nos Açores. O primeiro hotel ainda terá de passar por toda a fase de licenciamento e de obras e, portanto, irá demorar. A nossa ambição é crescer e ter vários projetos porque acreditamos muito no destino e se surgirem boas oportunidades iremos avaliar”, afiança.
Os constrangimentos nas ligações aéreas à região, ampliados pela recente saída da Ryanair, são um desafio, assume o CEO, mas não retiram entusiasmo ao investimento. “A conectividade aérea é essencial e crítica para o nosso negócio. Principalmente quando falamos dos Açores e da Madeira porque é a principal forma de acesso dos turistas. Obviamente que acompanhamos as decisões que estão a ser tomadas pelas entidades competentes com atenção e acredito que quando começarmos a operar nos Açores estas questões já estarão ultrapassadas. Queremos ter a certeza de que temos o produto certo, no destino certo”, justifica.
No quadro continental, a SC Investments irá reforçar a oferta em Lisboa com a abertura de mais dois hotéis. Atualmente, a empresa conta apenas com uma unidade na cidade, o The Editory Riverside Santa Apolónia Hotel, inaugurado em 2022, que resultou da reconversão de uma parte da estação de comboios, no âmbito de um concurso adjudicado pela Infraestruturas de Portugal (IP) para a exploração do edifício por um período de 35 anos.
O desafio de encontrar ativos a preços competitivos que garantam um nível de retorno equilibrado é o principal argumento que justifica que a aposta na capital portuguesa tenha sido relegada para segundo plano nos últimos anos.
“O mercado de Lisboa está muito quente, as oportunidades estão todas muito caras e somos muito criteriosos nos investimentos que fazemos. Não investimos mais em Lisboa anteriormente porque o excel não fechava; o retorno não era o que pretendíamos nem tão imediato como noutras geografias. Mas, obviamente que queremos alargar a presença na capital e iremos fazê-lo agora que encontramos oportunidades que nos fazem sentido”, defende.
Já a sul do país, o Algarve assume-se como uma das prioridades no negócio da hotelaria da holding da Sonae, que tem vindo a incrementar a sua carteira de ativos em exploração em Lagos. Ao Aqualuz Lagos by The Editory – que está no universo do grupo há mais de 20 anos, primeiro enquanto ativo próprio e posteriormente em regime de exploração – juntaram-se, no ano passado, o The Editory By The Sea Lagos Ponta da Piedade e o The Editory Residence Lagos.
Gonçalo Bernardes assegura que o destino permanece atrativo e confirma a abertura de mais duas unidades nos próximos anos, embora não adiante as localizações da dupla de hotéis. “Apesar de o Algarve ainda ser muito sazonal, acredito que os projetos que estamos a desenvolver fazem sentido. As duas operações que abrimos em 2025 estão a correr muito bem e isso dá-nos ainda mais confiança para estes novos projetos”, sublinha o CEO da SH Hospitality- Editory Hotels.
Contas feitas, o plano da SC Investments conta com dois novos hotéis na Madeira, dois em Lisboa e dois no Algarve e um nos Açores. Por desvendar fica, para já, a geografia da oitava unidade que a empresa prefere manter em sigilo uma vez que o contrato ainda não se encontra firmado.