O presidente do Automóvel Club de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, assumiu que o episódio vivido na sexta-feira, com dois veículos de socorro dentro da pista durante a 59.ª edição do Rali de Portugal, «não devia ter acontecido».

Em entrevista à RTP, Barbosa explicou que o episódio no troço de Arganil aconteceu na sequência da desistência do Ford Fiesta do irlandês Craig Rahill.

«O carro estava fora do troço, pediram à organização para ir buscar um carro 76 que estava fora do troço. O homem do reboque deve ter posto o GPS e entrou. A GNR permitiu. Não percebo como passou três bloqueios da GNR. Isso está a ser investigado. O homem entrou em pânico, saiu para a direita e caiu redondo no chão, desmaiado», contou Carlos Barbosa.

Pouco depois, outro veículo de socorro, ligado à organização, também entrou no mesmo troço enquanto se desenrolava a prova.

«O motorista do reboque comunica com o chefe que, num ato de desespero, coloca os pirilampos no carro e entrou. A GNR diz que eles forçaram e nem pararam. Estamos a averiguar. Isto não pode acontecer», disse Carlos Barbosa.

O presidente do ACP diz não acreditar que este incidente venha a ter consequências para o futuro da prova.