A Rússia construiu um dos submarinos mais impressionantes e temidos da atualidade. Chama-se K-329 Belgorod e foi concebido para transportar o Poseidon, um torpedo nuclear autónomo descrito por vários analistas militares como uma potencial “arma do juízo final”.
Com cerca de 184 metros de comprimento, o Belgorod é atualmente um dos maiores submarinos operacionais do mundo. Mas o mais impressionante não é o tamanho, é a missão para a qual foi criado.
O submarino criado para transportar o Poseidon
O Belgorod nasceu a partir de um projeto incompleto da classe Oscar II, mas acabou profundamente modificado para se tornar uma plataforma estratégica de operações especiais e de lançamento do sistema Poseidon.
Este submarino nuclear pode transportar vários veículos subaquáticos autónomos Poseidon, armas capazes de percorrer milhares de quilómetros debaixo de água antes de atingir alvos costeiros.
Segundo informações divulgadas por fontes russas e ocidentais, o Poseidon é propulsionado por energia nuclear, podendo operar a profundidades muito elevadas e a velocidades difíceis de intercetar.
O objetivo é simples e assustador, garantir uma capacidade de ataque nuclear praticamente impossível de travar.
Nas últimas semanas e meses, o K-329 Belgorod voltou a surgir em relatórios militares e análises de inteligência ocidentais, sobretudo devido à sua ligação ao programa nuclear Poseidon e às operações submarinas russas no Ártico e Atlântico Norte. Em 2025 e 2026, imagens de satélite e análises OSINT voltaram a detetar movimentações do Belgorod em bases russas do Ártico, alimentando especulações sobre novos testes relacionados com o sistema Poseidon.
Rússia fabricou o o “torpedo do juízo final”
O Poseidon, também conhecido anteriormente como Status-6, é um drone submarino autónomo com capacidade para transportar ogivas nucleares de elevada potência.
De acordo com várias análises militares, esta arma foi pensada para destruir cidades costeiras, bases navais e infraestruturas críticas. Algumas estimativas referem que o sistema poderá gerar enormes ondas de choque e até tsunamis radioativos após a detonação.
A Rússia afirma que o Poseidon pode atingir velocidades superiores a 100 km/h debaixo de água, mergulhar a mais de 1000 metros de profundidade e percorrer até 10 mil quilómetros sem necessidade de reabastecimento.
Em 2025, Vladimir Putin anunciou que o sistema tinha sido testado com sucesso a partir de um submarino portador, reforçando a ideia de que o projeto está cada vez mais próximo de entrar plenamente em operação.
O Belgorod é um gigantesco submarino nuclear russo da classe OSCAR-II, profundamente modificado para transportar o Poseidon, um torpedo nuclear estratégico considerado uma das armas submarinas mais destrutivas alguma vez concebidas. Além da capacidade nuclear, o submarino está preparado para missões secretas em grandes profundidades, operando sob o controlo do GUGI, a divisão russa dedicada a operações submarinas especiais e investigação em águas profundas. O Belgorod pode ainda transportar pequenos submarinos especializados para ações encobertas no fundo do mar.
Um novo capítulo na guerra submarina
Especialistas consideram que o Belgorod representa uma mudança profunda na estratégia naval russa. Em vez de depender apenas de mísseis balísticos tradicionais, Moscovo aposta agora em armas autónomas subaquáticas capazes de escapar às atuais defesas antimíssil.
Além da capacidade nuclear, o Belgorod também poderá ser usado em missões de espionagem submarina, operações especiais no fundo do mar e manipulação de cabos submarinos de comunicações.
O aparecimento deste submarino reacendeu os receios de uma nova corrida ao armamento estratégico entre a Rússia e o Ocidente, sobretudo numa altura em que as tensões geopolíticas continuam elevadas.


