O Sporting recuperou de desvantagem de dois golos para eliminar o Cartagena e chegar à sexta final consecutiva da Champions de futsal, o Palma anulou a vantagem de cinco (!) golos do Étoile Lavoilloise para defender o tricampeonato e perseguir o tetra frente ao leões. Estão lançados os dados para uma final frenética entre portugueses e espanhóis em Itália, este domingo (17h00). 


João Matos e Nuno Dias anteciparam o embate com o Palma, reconhecendo a ansiedade por nova final, mas lembrando o trunfo da experiência. “Temos noção da
importância do jogo, da responsabilidade, mas um pouco de nervosismo é normal,
é bom, é saudável”, começou por referir o capitão dos leões, vincando: “Estamos mais que rotinados e calejados, já com muitas
finais de Champions, de Europeus, Mundiais. Há noção do que é estar nos grandes palcos, há
que manter a calma e manter o foco.”


Ao 97.º jogo na Champions, numa caminhada iniciada em 2006, o fixo de 39 anos faz uma retrospetiva, deixando a garantia: “Por mais maturidade e experiência que traga, o sentimento, a entrega, o querer são os mesmos. Tudo o
que puder dar para ajudar o Sporting, seja por 10 minutos, 40, se não jogar, será tudo, até ao fim.”


 Já o técnico Nuno Dias assumiu, sem complexos, os nervos por nova final. “A experiência de
estarmos nas fases de decisão não nos retira o nervosismo. Mesmo que já tivéssemos
disputado 70 vezes esta final, iríamos estar com algum nervosismo, alguma
ansiedade”, concedeu, reconhecendo o valor do adversário e a fórmula para ter sucesso: “Igual, temos de roçar a
perfeição. É uma equipa com muita qualidade, por isso é tricampeã europeia, o
que nunca ninguém conseguiu. Não me lembro, na Champions, de uma equipa estar a
perder por cinco e conseguir dar a volta, só está ao alcance dos melhores.”


Espanhóis apontam à sua melhor versão


Antonio Vadillo,
treinador do Palma, não poupou nos elogios ao Sporting de Nuno Dias. “É a equipa mais
completa a nível mundial, tem o melhor pivô do mundo [Zicky], é muito intensa a
nível defensivo e ofensivo”, avaliou, indicando o caminho a seguir: “Chegámos à final
four pelo quarto ano consecutivo, ganhámos três, é um orgulho. Temos que fazer o
melhor jogo da época para conseguir alguma coisa.”