Reitor do Santuário mariano antevê peregrinação internacional aniversaria de maio na expetativa de receber Papa Leão XIV em breve

Foto Agência ECCLESIA/PR

Pombal, 09 mai 2026 (Ecclesia) – O reitor do Santuário de Fátima disse hoje que as peregrinações que levam por estes dias muitos peregrinos a pé traduzem uma “inquietação interior”, sendo também uma “experiência intergeracional”.

“A peregrinação nestes dias, e nestes moldes, com estes grupos revela-nos o quanto esta inquietação interior, esta necessidade de procurar algo mais do que aquilo que são as respostas que o dia-a-dia nos vai dando, está no coração, seja dos mais jovens, seja dos adultos, seja dos mais velhos. E estes grupos acabam por ser um momento de experiência também intergeracional, em que as pessoas das várias idades, várias sensibilidades, se ajudam mutuamente nessa busca comum de sentido para as suas vidas”, explicou o padre Carlos Cabecinhas à Agência ECCLESIA.

A peregrinação internacional aniversaria de 12 e 13 de maio está a levar à estrada muitos peregrinos que mostram como “Fátima continua a ser um fenómeno vivo”, com “dinamismo” entre as pessoas que apresentam “uma capacidade enorme de se pôr a caminho.”.

“Eu creio que um grupo como este deixa-nos sobretudo este grande desafio de percebermos que há quem se prepara verdadeiramente para a peregrinação e procure que este não seja simplesmente um caminho, mas que seja caminho interior em direção a Fátima e a expectativa é que ao chegar a Fátima se sintam todos renovados e transformados”, explicou.

O reitor do Santuário mariano juntou-se hoje a um grupo de 300 peregrinos de Travanca-Amarante, da Diocese do Porto, está a peregrinar até ao Santuário de Fátima, acompanhado de 70 voluntários.

“O caminhar tem essa grande particularidade de envolver todo o nosso ser e todo o nosso corpo e por isso a peregrinação se torna uma expressão tão boa, tão bela, daquilo que é a nossa própria vivência cristã. O cardeal Tolentino Mendonça tinha aquela bela expressão de que o peregrinar é rezar com os pés, é rezar com o corpo e isto acaba por envolver todas as gerações”, reconhece.

Foto Agência ECCLESIA/PR

O responsável destaca a primeira grande peregrinação do ano como “um grande momento de vivência de fé”, que permitirá “lançar” o ano que “começou com tantas dificuldades”.

“As dificuldades do mundo, o drama da guerra que continua a pairar sobre nós, as dificuldades da tempestade de Kristin e das cheias que seguiram, pode ser, precisamente, um momento de renovar a esperança neste ano conturbado que estamos a viver”, convida.

O padre Carlos Cabecinhas aguarda, como responsável do Santuário de Fátima, a vinda do Papa Leão XIV a Portugal.

“Sabemos que o Papa quer vir, queremos recebê-lo e teremos todo o gosto em acolhê-lo, não sabemos ainda quando será, esperamos que o Santo Padre nos faça saber”, regista.

O responsável reconhece que a celebração dos “110 anos das aparições e os 10 anos da canonização dos Santos Francisco e Jacinta”, seria uma “ótima ocasião” para receber o Papa Leão XIV em Fátima.

LS

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