O dérbi de Praga entre Slavia e Sparta, da fase de apuramento do campeão da Chéquia, não chegou ao fim. A pouco mais de três minutos do término do tempo de compensação, adeptos do Slavia, que ganhava por 3-2 e podia selar o título já neste sábado, invadiram o relvado, levando à suspensão do encontro, que não foi retomado devido a questões de segurança.

O presidente do Slavia de Praga, Jaroslav Tvrdík, considerou o episódio como, «provavelmente, a maior vergonha vivida em onze anos no clube» e pediu desculpa pela atitude dos adeptos.

«Não podemos procurar quaisquer atenuantes para o que aconteceu. Os nossos adeptos invadiram o relvado e, objetivamente, interromperam o jogo antes do seu final», sublinhou.

Jaroslav Tvrdík revelou ainda que «o adversário reportou agressões a um ou dois jogadores», pelo que «é legítimo que a partida tenha sido interrompida». «Quando falei com os nossos jogadores, disse-lhes que se algo semelhante nos tivesse acontecido no campo deles, teríamos agido da mesma forma. Só nos resta pedir desculpa», desabafou.

«Três ou quatro minutos separavam-nos das celebrações do título… Peço desculpa a todos os adeptos que permaneceram nas bancadas e a quem viu pela televisão. É uma vergonha, temos de viver com isso», completou o dirigente, numa nota partilhada pelo Slavia de Praga.

Resta perceber de que forma a entidade que gere a Liga checa vai resolver o caso. Para já, o Slavia, que corre pelo bicampeonato, mantém o avanço de oito pontos para o segundo classificado Sparta, quando faltam disputar três jornadas na fase de apuramento de campeão. E os três minutos do dérbi da capital, claro.

Entretanto, a Federação de Futebol da Chéquia convocou uma reunião de emergência para este domingo, da qual devem sair sanções severas.