Um recluso conseguiu fugir, este sábado, do Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada, na ilha açoriana de São Miguel, tendo sido capturado menos de uma hora depois numas casas devolutas localizadas nos arredores. Outros dois reclusos tentaram fugir, mas a intervenção dos guardas prisionais impediu estas saídas.
A notícia foi dada pela CNN Portugal e confirmada pelo Notícias ao Minuto junto do presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), Frederico Morais.
O recluso de 34 anos que fugiu fê-lo através de uma rede de arame farpado danificada, mas, ao verificarem a situação enquanto acontecia, os guarda prisionais evitaram a saída do grupo inteiro. Na torre de vigia, um dos guardas disparou tiros de alerta para o ar. “Um dos reclusos, com a atrapalhação, cortou os pés e caiu para o interior. O outro começou a trepar o muro, mas desistiu logo porque teve receio do tiros”, detalhou ao Notícias ao Minuto.
Sendo já “a 5.ª tentativa de fugas e fugas” neste estabelecimento prisional nos últimos três anos, Frederico Morais considerou que era “lamentável” esta situação. “É lamentável, dados os alertas e avisos que fizemos”, explicou, dando conta de que no passado uma antiga camarata com 50 reclusos tinha mesmo um buraco na parede.
“Diretora e adjunto põem em causa segurança da cadeia e população”
O presidente do SNCGP considerou ainda, em declarações ao Notícias ao Minuto, que a direção que neste momento está à frente da prisão não só não tem condições para continuar, como também coloca em causa a segurança de todos.
“O nosso representante na ilha tem fotografias tiradas com a máquina fotográfica do estabelecimento prisional, fez um relatório e todos nos ignoraram”, alertou.
“Neste momento, no nosso entender, nem a diretora nem o adjunto, têm quaisquer condições para continuarem porque põem em causa a segurança da cadeia e porque põem em causa a segurança da população no geral, porque o estabelecimento prisional dentro da cidade e rodeado de casas e de mar”, explicou.
Frederico Morais explicou ainda que o adjunto em questão dá aulas aos reclusos no pátio sem a presença de qualquer guarda.
O Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada tem 64 guardas prisionais distribuídos por vários turnos e 153 reclusos.
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