Declarações do treinador do FC Porto, Francesco Farioli, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o AVS, da jornada 33 da Liga (domingo, 18h00):
Papel de Dominik Prpic, que não é utilizado desde dezembro e tendo em conta que Nehuén Pérez já estará recuperado para a próxima época
«Sobre o Dominik, eu percebo que, para fora, seja complicado ver a sua evolução, porque não joga desde dezembro. Claro que, com o mercado de janeiro e a chegada do Thiago, penso que tivemos uma dinâmica diferente entre centrais, o Bednarek teve quase todos os minutos desde janeiro e entre o Thiago, o Bednarek, o Kiwior e às vezes o Pablo Rosario, gerimos a linha defensiva e o par de centrais. Mas se formos ao início da época e às expectativas do Dominik antes de vir, penso que ele assinaria com tudo para jogar os cerca de 600 minutos que jogou esta época. O facto de ele ter mais minutos no início da época e não na segunda parte da época pode parecer um desequilíbrio. Mas quando temos a dupla de centrais da seleção polaca e uma lenda como o Thiago não é fácil. Isto não vai contra ele ou contra o facto de que não evoluiu. Penso que ele teve uma evolução forte e que só no final do mercado de janeiro baixou um pouco a ligação do dia a dia. Mas penso que ele sempre provou com altos padrões, mesmo não jogando desde janeiro, ajudando a equipa a manter os níveis das sessões de treino e penso que o facto de ele ser reconhecido pelos seus colegas diz do seu papel no grupo. É um bom momento para ter alguma avaliação, analisar e decidir o melhor para o clube e para o seu desenvolvimento pessoal. O Dominik é um jogador ao qual estou ligado profissionalmente e do ponto de vista pessoal e estou agradecido pelo que ele já fez.»
Se este título tira peso dos ombros
«Nestes dias recebi muitas chamadas e algumas ainda estão por devolver. Mas em algumas chamadas com pessoas próximas perguntavam qual a grande diferença desta época para a anterior e na realidade penso que o trabalho que desenvolvemos como equipa técnica foi idêntico. Claro que com alguns ajustes. mas há pequenas coisas que podem fazer a diferença e, no fim, há sempre uma linha ténue. Eu estava frio quando aconteceu o que aconteceu [no Ajax] apesar de ter sido difícil. mas eu sei que podíamos ter feito melhor e a estrutura também. Na época passada tivemos dois mercados catastróficos e na minha opinião, se me perguntarem o real milagre foi ter a equipa a competir até ao último momento. Este ano fizemos o nosso trabalho, mas não fomos os únicos e já agradeci ao clube, ao presidente, bem como ao Tiago [Madureira] e ao Henrique [Monteiro], que são as duas caras do clube aqui no Olival a trabalhar comigo cada detalhe para colocar tudo no lugar certo. E a equipa técnica fantástica que trabalha arduamente, assim como todos os departamentos e, claro, ter um grupo de jogadores deste nível.»