O mercado de monitores gamer acaba de sofrer um abalo sísmico. A Samsung decidiu elevar o nível da sua linha de entrada e o resultado é o novo Odyssey G5 QD-OLED.

Se antes o modelo G5 era conhecido por painéis VA ou IPS, a versão de 2025 chega com a tecnologia de pontos quânticos (QD-OLED) de terceira geração, prometendo cores vibrantes e o preto puro que só o OLED oferece.

Mas será que ele é o novo rei do custo-benefício? Confira todos os detalhes da nossa análise.

1. Painel QD-OLED de 3ª geração

A principal mudança está no “coração” do monitor. O novo G5 abandona a tela curva e adota um painel plano de 27 polegadas com tecnologia QD-OLED.

Diferente das gerações anteriores de OLED, esta terceira geração utiliza uma disposição de subpixels chamada V-Shape (alinhamento vertical), que melhora drasticamente a definição de textos e reduz aberrações cromáticas.

Isso o torna uma excelente opção não apenas para jogar, mas também para quem precisa trabalhar com edição de imagem e produtividade.

2. Velocidade que desafia o LCD

Para os gamers competitivos, os números impressionam:

  • Resolução: Quad HD (2560 x 1440).
  • Taxa de atualização: 180Hz.
  • Tempo de resposta: 0.03ms.

Um ponto interessante destacado nos testes é que 180Hz no OLED equivalem visualmente a cerca de 240Hz em uma tela LCD, devido à transição de pixels quase instantânea. Com suporte nativo a G-Sync e VRR, a fluidez em jogos como CS2 e Cyberpunk 2077 é excepcional.

3. Cores e calibração de profissional

O Odyssey G5 QD-OLED não brinca em serviço quando o assunto é fidelidade. Ele cobre 99% do espaço de cor DCI-P3. Em testes de laboratório, o monitor apresentou um Delta E inferior a 1 em todos os cenários, o que significa que a distorção de cor é imperceptível ao olho humano, sendo ideal para editores de vídeo e fotógrafos.

Além disso, a uniformidade da tela OLED supera qualquer painel LCD, eliminando o indesejado “efeito vinheta” (bordas mais escuras que o centro).

4. Onde a Samsung “cortou” custos?

Para manter o preço competitivo na casa dos R$ 3.000, a Samsung precisou limitar alguns recursos em relação aos modelos topo de linha (G6, G8 e G9):

  • Brilho limitado: o brilho é limitado via firmware para não canibalizar os modelos mais caros, ficando na casa dos 200-240 nits em picos de HDR.
  • Ergonomia simples: a base permite apenas ajuste de inclinação, sem regulagem de altura ou rotação lateral.
  • Sem RGB: o design é moderno e fino, mas não possui iluminação LED na parte traseira.

5. Proteção contra Burn-in e reflexos

Uma preocupação comum com OLED é a durabilidade. O novo G5 conta com a tecnologia Safeguard, que utiliza algoritmos para identificar logotipos estáticos e reduzir o brilho nessas áreas, prevenindo o burn-in. Além disso, o painel QD-OLED 3.0 opera de forma mais fria que as tecnologias anteriores, o que aumenta a vida útil do componente.

Outro destaque é o acabamento fosco (Matte Display), capaz de reduzir em até 54% os reflexos, permitindo uma jogabilidade clara mesmo em ambientes muito iluminados.

Vale a pena comprar o Odyssey G5 QD-OLED?

Se você busca a qualidade de imagem insuperável do OLED — com contraste infinito e cores surreais — mas não quer investir R$ 5.000 ou mais em um monitor, o Odyssey G5 QD-OLED é a melhor porta de entrada disponível hoje. Ele equilibra performance de elite com um preço que começa a democratizar o OLED no Brasil.

Especificações técnicas:

  • Tamanho: 27 polegadas (plana).
  • Painel: QD-OLED 3ª Geração.
  • Refresh Rate: 180Hz / 0.03ms.
  • Conexões: HDMI 2.0, DisplayPort 1.4, USB-A e P2.
  • Preço Sugerido: aproximadamente R$ 3.399 (com promoções na casa dos R$ 3.000 à vista).

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