Um sismo de magnitude de 4,6 na escala de Richter foi sentido, neste domingo, na ilha de São Jorge, nos Açores, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). A Protecção Civil adiantou que o abalo provocou uma derrocada na via de acesso à Fajã dos Cubres, na Calheta.

O sismo foi registado pelas 12h21 (hora local, 13h21 em Lisboa) nas estações da Rede Sísmica do Arquipélago dos Açores e o seu epicentro localizou-se a cerca de três quilómetros de Santo Antão, freguesia do município da Calheta, situada na ponta Leste da ilha.

O Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores refere que a derrocada no acesso à Fajã dos Cubres “provocou a obstrução parcial da via, impossibilitando temporariamente a circulação no local”. Apesar de já ter sido desobstruída, o acesso mantém-se condicionado “por precaução”.

Foi ainda registada, na ilha de São Jorge, a queda de pedras de pequena dimensão provenientes de muros, não havendo, até ao momento, registo de danos pessoais.

De acordo com o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores, o sismo foi sentido com intensidade máxima nas freguesias de Santo Antão, Topo, Ribeira Seca, Calheta e Norte Pequeno, no concelho da Calheta, e no Norte Grande, Manadas, Urzelina, Santo Amaro, Velas e Rosais (concelho de Velas).


Foi também sentido em toda a ilha do Pico, em particular nas freguesias de Piedade, Calheta de Nesquim, Ribeirinha, Ribeiras (Lajes do Pico) e Santo Amaro (São Roque do Pico).

Quanto às restantes ilhas do grupo central do arquipélago dos Açores, foi sentido com intensidade “moderada” na ilha Terceira e na Graciosa, e com intensidade “fraca” (na escala de Mercalli modificada) na ilha do Faial.

A ilha de São Jorge vivenciou há poucos meses uma crise sismovulcânica, com milhares de sismos registados. Em Junho de 2025, a ilha registou mais de mil sismos em cerca de duas semanas — destes, pelo menos 44 sismos foram sentidos pela população, tendo o evento mais forte sido registado a 15 de Junho, com uma magnitude de 4,4 na escala de Richter.

De acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2), muito pequenos (2 -2,9), pequenos (3-3,9), ligeiros (4-4,9), moderados (5-5,9), forte (6-6,9), grandes (7-7,9), importantes (8-8,9), excepcionais (9-9,9) e extremos (quando superior a dez).