Em entrevista ao programa “60 Minutes” da rede norte-americana CBS, o primeiro-ministro israelita disse que a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão já “conseguiu muito, mas ainda não acabou”.
“Ainda há material nuclear — urânio enriquecido — que tem de ser removido do Irão”, justificou Netanyahu, acrescentando que também existem “locais de enriquecimento que precisam ser desmantelados”.

O Irão não abdicou do urânio enriquecido nem desmantelou as instalações nucleares, apontou Netanyahu, nem deixou de apoiar os aliados regionais e não concordou com limites ao programa de mísseis balísticos.
“Agora, degradamos muito disso, mas ainda está lá tudo, e há trabalho a ser feito”, disse Netanyahu.
Questionado sobre como prevê “remover” o urânio do Irão, o líder israelita respondeu: “Nós vamos lá e removemos”.
“O que o presidente Trump me disse foi: ‘Eu quero ir’. E eu acho que é fisicamente possível. Esse não é o problema”, continuou. “Se tivermos um acordo e prosseguirmos com a remoção, por que não? É a melhor solução”.
O destino do urânio enriquecido mantido pelo Irão é uma das principais questões no centro das discussões entre Teerão e Washington, visando alcançar uma paz duradoura.
Netanyahu recusou-se, contudo, a detalhar qualquer cronograma para a remoção do urânio enriquecido, classificando-a como uma “missão extremamente importante”.
Especialistas internacionais estimam que o Irão ainda possua cerca de 440 quilos de urânio enriquecido, quase suficiente para produzir bombas.