Para o próximo curso de formação de agentes a ministrar na Escola Prática de Polícia em Torres Novas, apenas foram admitidos 683 candidatos (85%), quando havia 800 vagas.
Segundo o Correio da Manhã é o sexto ano consecutivo (desde 2021) que a PSP não preencheu as 800 vagas definidas por despacho ministerial.
Houve mais de 4 mil candidatos, mas só conseguiram entrar 683 que ainda vão ser submetidos a cinco provas de admissão – físicas, escritas, psicotécnicas, médicas e entrevista.
O mesmo jornal adianta que 46 dos candidatos não têm ainda o ensino secundário completo e só entram se entretanto completarem o 12º ano que é a habilitação mínima.
Do total de candidatos, 272 não passaram nas provas psicológicas.
“O atual vencimento é manifestamente insuficiente para o nível de exigência, risco e sacrifício que a função policial implica. Um país que quer segurança não pode continuar a pagar aos seus polícias como se o seu trabalho fosse comum. Não é. Mais do que uma questão sindical, isto é uma questão de Estado. Porque sem salários dignos não há retenção, não há motivação e, sobretudo, não há capacidade de atrair novos candidatos. Já sentimos isso no terreno; menos efetivos, mais desgaste e um sistema a funcionar no limite”, afirma Carlos Torres, presidente do Sindicato Independente dos Agentes de Polícia da PSP.