O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Kazem Gharibabadi, prometeu essa “resposta decisiva e imediata” por parte das Forças Armadas iranianas, caso a França e o Reino Unido enviem tropas para o Estreito de Ormuz.


“Recordamos que, em tempos de guerra como em tempos de paz, só a República Islâmica do Irão pode garantir a segurança neste estreito e que não permitirá que nenhum país interfira nesta questão”
, declarou Gharibabadi.

O Reino Unido e a França estão na linha da frente dos esforços para estabelecer uma coligação internacional com o objetivo de garantir a segurança do Estreito de Ormuz, assim que for alcançado um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão.


O presidente francês Emmanuel Macron já reagiu aos alertas iranianos, garantindo, numa conferência de imprensa em Nairobi, Quénia, que Paris “nunca considerou” um “desdobramento” militar naval no estreito de Ormuz, mas sim uma missão de segurança “coordenada com o Irão”.

França não enviou qualquer força para reabrir o estreito de Hormuz. A clarificaçao foi feita por Macron que está de visita ao Quénia.

O Presidente francês diz ter ordenado o envio de uma força naval para a região, apenas na prespetiva de ajudar à reabertura do estreito.

O Irão impôs restrições à passagem de navios e petroleiros no estreito desde os primeiros dias da guerra com Israel e os EUA, que começou a 28 de fevereiro, fazendo com que os preços do petróleo bruto continuem a ultrapassar os 100 dólares.

Os Estados Unidos, por sua vez, responderam com um bloqueio naval aos portos e navios iranianos desde 13 de abril para pressionar o país a assinar um acordo de paz, que até agora não foi alcançado, enquanto a Casa Branca ainda aguarda a resposta do Irão à sua mais recente proposta.

C/agências