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Numa entrevista ao canal polaco Republika, Zbigniew Ziobro revelou que se encontra nos Estados Unidos desde sábado. “Estou nos Estados Unidos. Cheguei ontem e esta é a minha terceira viagem pelo país”, afirmou.

O antigo governante polaco enfrenta uma pena que pode chegar aos 25 anos de prisão caso venha a ser condenado pelas acusações apresentadas pelas autoridades da Polónia, revela o jornal britânico The Guardian. Entre os crimes imputados estão abuso de poder, liderança de uma organização criminosa e utilização indevida de fundos destinados a vítimas de crime para adquirir o software de espionagem Pegasus, alegadamente usado para monitorizar opositores políticos.

Zbigniew Ziobro rejeita todas as acusações e acusa o atual governo centrista polaco de promover uma “caça às bruxas” contra figuras conservadoras.

O ex-ministro encontrava-se protegido na Hungria, onde recebeu asilo político do governo liderado por Viktor Orbán no ano passado.

Contudo, a mudança de poder em Budapeste terá precipitado a sua saída do país. Após a derrota do partido de Orbán nas eleições de abril, o novo primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, declarou que a Hungria deixaria de acolher pessoas procuradas pela justiça noutros países.

“A Hungria deixará de ser um depósito de criminosos procurados internacionalmente”, afirmou Péter Magyar aos jornalistas, referindo-se especificamente a Zbigniew Ziobro e ao antigo vice-ministro Marcin Romanowski, suspeito de desviar cerca de 40 milhões de euros.

Ainda não é claro de que forma o ex-ministro conseguiu viajar para os EUA, uma vez que as autoridades polacas tinham revogado os seus documentos de viagem, incluindo o passaporte diplomático.

Segundo o site de notícias Onet, Ziobro terá obtido um visto de jornalista norte-americano associado ao Republika. O próprio canal, alinhado com a direita polaca, anunciou entretanto a contratação do antigo ministro como comentador político nos Estados Unidos.

O atual ministro da Justiça polaco, Waldemar Żurek, afirmou na rede social X que a Polónia irá “contactar os Estados Unidos e a Hungria para esclarecer a base legal que permitiu a entrada de Zbigniew Ziobro nos EUA apesar da falta de documentos válidos”.

Waldemar Żurek acrescentou ainda que as autoridades polacas não vão desistir dos esforços para responsabilizar Ziobro e o antigo vice-ministro Marcin Romanowski perante a justiça.

Em declarações ao canal Polsat, o ministro sublinhou ainda que, caso se confirme a presença de Ziobro em território norte-americano, a Polónia irá avançar com um pedido de extradição.

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