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A ativista, que passou grande parte das últimas duas décadas presa por motivos políticos, estava internada há dez dias num hospital em Zanjan. Foi agora transferida de ambulância para o Hospital Pars, em Teerão, onde será tratada pela sua própria equipa médica, avança a CNN Internacional.

O marido de Mohammadi, Taghi Rahmani, alertou que a sua vida “está em risco” e defendeu que ela não deve regressar às condições prisionais que destruíram a sua saúde.

Mohammadi recebeu o Nobel da Paz em 2023 pelo seu ativismo pró-democracia e pela defesa dos direitos das mulheres no Irão. Ao longo dos anos, sofreu vários problemas graves de saúde na prisão, incluindo múltiplos ataques cardíacos e uma cirurgia de emergência em 2022.

Na semana passada, a fundação denunciou que a ativista tem sofrido dores intensas no peito, costas e braços, avisando que qualquer atraso no tratamento poderia ter consequências graves.

Entretanto, excertos de um livro de memórias escrito clandestinamente por Mohammadi revelam alegações de tortura, negligência médica e isolamento prolongado nas prisões iranianas de Evin, Qarchak e Zanjan, de acordo com o The Guardian.

No texto, a ativista descreve a combinação de doença e prisão como uma das maiores formas de sofrimento e acusa o regime iraniano de usar a privação de cuidados médicos como forma de repressão. Segundo os relatos, perdeu mais de 20 quilos este ano e foi encontrada inconsciente na cela após um aparente ataque cardíaco em março.

A família considera que a recusa de tratamento adequado equivale a uma “execução lenta”.

O livro, intitulado A Woman Never Stops Fighting, será publicado em setembro e relata a sua vida, o percurso no ativismo e os anos passados na prisão. Mohammadi foi detida 14 vezes e condenada, no total, a 44 anos de prisão e 154 chicotadas devido à sua luta pelos direitos das mulheres, melhores condições para os presos e o fim da pena de morte no Irão.

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