O representante da Noruega na Eurovisão revelou, durante a Passadeira Turquesa, que a organização do concurso lhe pediu para reconsiderar a sua atuação em palco no evento. Isto porque a sua coreografia foi considerada demasiado… sexy.

Os artistas que vão atuar na Eurovisão só começam a pisar o palco na terça-feira, dia em que se realizada a primeira semifinal, mas a festa já começou este domingo na cidade que recebe o festival, Viena, na Áustria.

A 70.ª edição arrancou com a chegada dos artistas à passadeira turquesa, momento em que alguns deles fizeram revelações inesperadas.

Uma delas veio da delegação da Noruega, representada por Jonas Lovv.

“Disseram-nos para atenuar o ‘sex appeal’ porque não é adequado para toda a família”, afirmou o representante da equipa, acrescentando que não “estão autorizados a dizer exatamente o que se passou”, mas deixando escapar que tem alvo a ver com a atuação ser …”demasiado sexy”.

Mads Tørklep acrescentou que vão ser obrigatórios alguns ajustes antes da transmissão em direto e que a equipa concordou em proceder a algumas alterações.

A indicação, referiu Jonas Lovv, em tom de brincadeira, aconteceu durante os ensaios que decorreram na semana passada.

Rumo à final começa esta terça-feira

Na semifinal de terça-feira, além de Portugal, o quinto país a atuar, estarão em competição Moldávia, Suécia, Croácia, Grécia, Geórgia, Finlândia, Montenegro, Estónia, Israel, Bélgica, Lituânia, São Marino, Polónia e Sérvia.

Dos 15, apenas dez vão passar à final e, na sexta-feira à tarde, Portugal surgia em 11.º lugar nas apostas relativas à primeira semifinal. Caso aconteça, não será a primeira vez. Em 2011, 2012, 2014, 2015 e 2019, Portugal falhou a passagem à final.

Na segunda semifinal, na quinta-feira, serão escolhidas outras dez canções, entre as 15 em competição, da Bulgária, Azerbaijão, Roménia, Luxemburgo, República Checa, Arménia, Suíça, Chipre, Letónia, Dinamarca, Austrália, Ucrânia, Albânia, Malta e Noruega.

O Festival Eurovisão da Canção é organizado pela União Europeia de Radiodifusão (UER) em cooperação com operadores públicos de televisão de mais de 35 países, entre os quais a RTP.

O concurso realiza-se anualmente desde 1956 e já houve países excluídos, caso da Bielorrússia, em 2021, após a reeleição do presidente Aleksandr Lukashenko, e da Rússia, em 2022, após a invasão da Ucrânia.

Israel foi o primeiro país não europeu a poder participar, em 1973, e ganhou quatro vezes.

Este ano, voltou a haver apelos ao boicote ao concurso devido à participação de Israel. Em abril, foi divulgada uma carta aberta, subscrita por mais de 1.100 músicos e outros profissionais da cultura de vários países, entre os quais Portugal.

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