Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt
Segundo a GNR, foram registadas 298 burlas por “falso funcionário” e 671 burlas informáticas e nas comunicações com obtenção ilegítima de dados apenas no primeiro trimestre deste ano. Os dados revelam uma “crescente profissionalização dos grupos criminosos”, especialmente através do recurso à técnica de spoofing, que consiste na falsificação da origem de chamadas, mensagens ou emails para simular entidades legítimas.
De acordo com a GNR, 86% das tentativas de burla em que os suspeitos se fizeram passar por agentes de autoridade acabaram por ser consumadas.
A GNR explica que os criminosos recorrem cada vez mais à engenharia social, uma técnica de manipulação psicológica que visa levar as vítimas a comprometerem a própria segurança. Ao contrário dos ataques informáticos tradicionais, que exploram falhas técnicas, estes esquemas focam-se no comportamento humano.
Entre os métodos mais utilizados estão a criação de cenários de urgência, ameaças de bloqueio de contas ou processos judiciais, falsas oportunidades limitadas, bem como o uso de perfis falsos ou contactos conhecidos para ganhar credibilidade junto das vítimas.
A técnica da autoridade continua a ser uma das mais eficazes. Os burlões fazem-se passar por elementos da GNR, PSP, Polícia Judiciária (PJ), funcionários bancários ou representantes de empresas de energia e serviços públicos para pressionar as vítimas a fornecer dados pessoais, bancários ou códigos de segurança.
No primeiro trimestre de 2026, a GNR registou “44 ocorrências relacionadas com falsos bancários”, “36 casos envolvendo falsos agentes de autoridade”, “16 burlas associadas a serviços de energia” e “20 ocorrências ligadas a falsas entidades da área da saúde e Segurança Social”.
A Guarda esclarece ainda a diferença entre phishing e spoofing. Enquanto o phishing corresponde à tentativa de enganar a vítima através de links ou anexos maliciosos, o spoofing é a técnica utilizada para tornar esses ataques mais credíveis, através da falsificação da identidade do remetente.
Os dados comparativos mostram a dimensão do fenómeno: em 2024 foram registadas 2.651 burlas informáticas por obtenção ilegítima de dados e 974 burlas por falso funcionário. Em 2025, os números estão, respetivamente, nos 2.528 e 1.092 casos.
No âmbito da investigação criminal, a GNR efetuou duas detenções relacionadas com estas burlas durante o primeiro trimestre de 2026, após diligências técnicas e cooperação com bancos e operadoras de telecomunicações.
A autoridade apela à população para que nunca partilhe dados bancários, códigos de segurança ou palavras-passe através de chamadas, SMS ou emails suspeitos. Recomenda ainda que os cidadãos desconfiem de contactos urgentes ou ameaçadores, não cliquem em links desconhecidos e denunciem todas as tentativas de burla às autoridades, mesmo quando não chegam a ser consumadas.
___
A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil
Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.
Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.