Os corpos dos dois turistas de Singapura que morreram na sequência da erupção do vulcão Dukono, na Indonésia, foram encontrados abraçados. As vítimas, que foram resgatadas no domingo, estavam sob os escombros rochosos à volta da borda da cratera, de acordo com o diretor da Agência Nacional de Gestão de Catástrofes da Indonésia (BNPB), Iwan Ramdani.

“A equipa conjunta de busca e salvamento encontrou finalmente as duas últimas vítimas”, cidadãos de Singapura com 27 e 30 anos que ficaram soterrados sob material vulcânico “de espessura e profundidade consideráveis”, detalhou o organismo, num comunicado que deu a operação como encerrada.

A retirada dos corpos teve de ser realizada “com extrema precaução, dando prioridade à segurança do pessoal no terreno”, uma vez que “a atividade eruptiva do Monte Dukono continuava de forma flutuante”.

Foram mobilizadas cerca de 150 pessoas para encontrar o casal desaparecido, recorrendo a drones térmicos para levar a cabo buscas ao redor da cratera.

O chefe da Polícia de Halmahera do Norte, Erlichson Pasaribu, informou, no sábado, que uma mulher indonésia tinha sido encontrada sem vida a cerca de 50 metros da borda da cratera, durante uma busca conjunta entre efetivos das Forças Armadas da Indonésia (TNI), da Polícia Nacional (Polri) e da agência de resgate do país (Basarnas).

Já na sexta-feira, o responsável apontou que, apesar dos avisos nas redes sociais e dos sinais no local, “muitas pessoas continuam determinadas a escalar [o vulcão], motivadas pelo desejo de criar conteúdo online”.

“Sabiam que a escalada era proibida, uma vez que a montanha é uma zona restrita devido ao seu estado de alerta elevado, mas insistiram em avançar”, lamentou.

Com base em informações fornecidas por sobreviventes, as autoridades locais sabiam desde sexta-feira que três pessoas tinham morrido na erupção: a mulher indonésia e os dois cidadãos de Singapura.

A erupção inicial do vulcão, situado na ilha de Halmahera, ocorreu às 07h41 (hora local) de sexta-feira (23h41 hora da Lisboa de quinta-feira) e apanhou de surpresa cerca de 20 pessoas que faziam caminhadas no Dukono, apesar dos avisos das autoridades devido à sua constante atividade vulcânica.

Um total de 17 pessoas foram resgatadas e vários feridos necessitaram de assistência médica após a erupção, que se prolongou por mais de 16 minutos e foi acompanhada por fortes estrondos e uma coluna de fumo que se elevou até cerca de 10.000 metros acima do cume, segundo as autoridades do país do Sudeste Asiático.

Desde 11 de dezembro de 2024, o Centro de Vulcanologia e Mitigação de Riscos Geológicos da Indonésia recomenda que residentes, turistas e excursionistas evitem qualquer atividade num raio de quatro quilómetros da cratera ativa Malupang Warirang, no flanco sudoeste do Dukono.

Depois da erupção de sexta-feira, a subida ao vulcão ficou “permanentemente encerrada”, segundo a BNPB.

A Indonésia, que abriga 400 vulcões (129 ativos e 65 considerados perigosos), situa-se no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma das zonas de maior atividade sísmica e vulcânica do planeta, abalada por milhares sismos todos os anos, na sua maioria de magnitude moderada.

Em dezembro de 2023, a erupção do vulcão Marapi, um dos mais ativos do mundo e situado na ilha de Sumatra, causou a morte de 23 pessoas.

Indonésia. Achados 2 últimos corpos dos turistas após erupção de vulcão

As equipas de resgate da Indonésia encontraram hoje os corpos de dois turistas de Singapura que morreram na sequência da erupção do vulcão Dukono (nordeste) na sexta-feira, completando, assim, a recuperação das três vítimas mortais do incidente.

Lusa | 12:54 – 10/05/2026