O primeiro-ministro afirma que é preciso “por a mão nos problemas e resolvê-los”. “Com tranquilidade”, acrescenta, para depois dizer que “ninguém quer estar a retirar direitos a ninguém”.

Ao discursar em Porto de Mós (Leiria), no encerramento da 15.ª Universidade Europa, perante uma plateia de jovens, o líder social-democrata diz que não é possível encarar os desafios do século XXI com as receitas do século XX.




Luís Montenegro reitera que o país tem de ser mais produtivo e competitivo.

Para o chefe do executivo, “isto tem tudo a ver com a Europa, porque é por estas e por outras que a Europa fica para trás”, sustentando que, no continente europeu, “há estes exemplos face aos outros blocos”, de “falta de capacidade de decidir e de implementar, de arrojo”.


“E nós precisamos de políticos com arrojo, precisamos de empresários com arrojo, precisamos de sindicalistas com arrojo,
não precisamos de estruturas que funcionam com os enquadramentos do século XX, para serem competitivos no século XXI”, declarou, defendendo que estes “não têm hipótese nenhuma” e “é por isso que, depois, têm um decréscimo de representatividade”.

Antes, perguntou aos presentes como se vão “encarar estes desafios, que são os desafios do século XXI, da economia do século XXI, do mercado do século XXI, com as receitas do século XX, com os partidos que pensam como se pensava no século XX, com os sindicatos do século XX”, desafiando a “olhar para aquilo que é necessário fazer”.

Para o presidente do PSD, é necessário “discutir com humildade, com espírito democrático e de abertura”, reiterando que o país, que está “a discutir regras que nos outros países há vezes dois, vezes três e vezes quatro”, tem de ser mais competitivo e produtivo.

As negociações sobre a reforma laboral terminaram na quinta-feira sem acordo entre o Governo e os parceiros sociais, assumiu a ministra do Trabalho, dizendo que um dos parceiros foi intransigente, mas o executivo quer levar uma iniciativa ao parlamento.

“Encerrámos o processo de negociação relativo ao anteprojeto Trabalho XXI”, disse a ministra no final da reunião plenária de Concertação Social, que, em Lisboa, referindo que “infelizmente, não foi possível chegar a um a acordo, apesar de todo o esforço que o Governo fez”.


c/Lusa